Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quinta-feira, novembro 25

Acontecimento três em um

E assim, se formos ao lançamento do livro do Barnabé, dia 7 de Dezembro, poderemos sempre comemorar também o 29º aniversário da invasão de Timor-Leste pela Indonésia e os respectivos 200 mil mortos. Ah, e Pearl Harbour e o que se lhe seguiu,a bomba atómica - contas redondas, coisa aí para um milhão e meio de mortos, no mínimo. Nem preciso de marcar na agenda.
|| JPH, 18:09 || link || (0) comments |

Na casa com vista para o Tejo

Eu cheguei tarde, quase meia-noite, por culpa de Santana Lopes: a remodelação, o fecho tardio do jornal.
Na mesa, o A. , o P., o paio, o queijo, o vinho, e as costeletas de carne maronesa. A G. não se foi logo deitar.
Já não ia há muito tempo à casa com vista para o Tejo.
- Eu preciso olhar para isto de manhã – disse o P. e eu respondi que sim, que “lavava a alma” ou coisa assim, um horror de metáfora. Devia-me ter contido.
O que houve ali, na casa com vista para o Tejo, foi a misteriosa felicidade das relações estáveis que resistem aos estranhos movimentos dos dias. O A. conheço há vinte anos, P. e G. há um bocado menos.
- I love you.
(Não lhes disse isto por causa do pudor português, encazinante).
Mas quando saímos da casa com vista para o Tejo disse ao A. que a nossa relação estável era muito comovedora. Depois fartámo-nos de rir.
|| asl, 15:08 || link || (0) comments |

O tempo com Santana

É estranho mas é verdade. Já falei isto com dois ou três amigos jornalistas e todos me dizem o mesmo: desde que Santana Lopes chegou a primeiro-ministro que o tempo demora mais a passar. Chegamos a quarta-feira e pensamos que já é quinta; chegamos a quinta e pensamos que já é sexta. É esquisito. Mas é mesmo assim. Passaram quatro meses e parece que foi um ano.
|| JPH, 13:00 || link || (0) comments |

quarta-feira, novembro 24

Explica-me, José

Está interessante a conversa (sim, agora diz-se 'conversa' e não 'polémica', que está gasto e fica mal) entre o Acidental e o Pedro Mexia sobre o artigo (crítico para Paulo Portas) que o Pedro assinou ontem no DN. As ortodoxias tratam sempre os dissidências da mesma maneira, seja à esquerda seja à direita. E os dissidentes defendem-se sempre, também, da mesma maneira (negando a condição).

Mas o que me interessa, verdadeiramente, é o conceito de "lealdade orgânica" de que falou o José Bourbon Ribeiro (JBR). Gostava de saber exactamente ao que se refere. Acho que também tenho as minhas "lealdades orgânicas". Mas não sei se lhe posso chamar assim, pelo menos à luz da "doutrina JBR". Fazes-me o favor de explicar, José?
|| JPH, 14:17 || link || (0) comments |

terça-feira, novembro 23

Margarida vai casar (1)

Em Outubro passei 24 horas no Faial, a correr. Ir à Horta foi como ir a Moscavide: não recordo nada de significativo.
Ou melhor:
Aproximávamo-nos de Porto Pim, pela estrada que vem do aeroporto e o Carlos disse:
- Olha a cor do mar, olha aquele azul
Mas eu estava ao telemóvel a tratar de intendências e já foi só uma fracção de azul o que me calhou (tento concentrar-me nessa fracção, o único desvanecimento que houve e registei mal).
Gostei da Horta a primeira vez que a vi, o que quase nunca acontece com nada. Deve ter sido por chegar de barco e esse aproximar lento ter produzido a ilusão do “love at first sight”. Mas em Outubro esse estranho amor ficou abalado, e isso perturbou-me, como num casamento perturba a pergunta:
- Eu gosto dele ainda? Hoje aborrece-me.
Muito aborrecida fui tomar café com Bettencourt, que há anos prepara minuciosamente o seu projecto de vida: abandonar de vez o Faial, no ano seguinte.
- A Horta está cada vez pior. Perdeu a graça. Antigamente era uma cidade brilhante.
Concordei instantaneamente.
- Está sem graça. Já dei umas voltas. Nenhum interesse.
E foi assim, estranhamente enfastiada com a cidade dos meus amores, que marquei encontro com Margarida Dutra, no novinho Hotel do Canal, que os Bensaúde acabaram de abrir. Não podia passar no Faial sem ver Margarida: há um ano atrás, amparei-lhe os vómitos pela cidade fora e nada mais soube dela desde então.
|| asl, 15:47 || link || (0) comments |

sábado, novembro 20

Os "europeus", a "Europa" e o "referendo"

A mim sempre que me falam dos "europeus" ou da "Europa" lembro-me de uma frase que acho que era do Jorge Luís Borges. Parece que o homem dizia que os únicos europeus que conhecia eram os argentinos. O raciocínio é simples: para a Argentina emigraram espanhóis, italianos, alemães, etc. Chegaram lá, cruzaram-se uns com os outros e nasceram, aí sim, os "europeus".
Cá, na "Europa", não temos disto (a não ser entre os burocratas de Bruxelas). Não temos "europeus": temos alemães, italianos, espanhóis, portugueses, polacos, ingleses, etc. A "Europa" é uma ficção contra-natura. A única identidade comum que pode ter é a que já tem: a económica.
Isto serve-me para dizer que a "Europa" pouco me diz. Mas Portugal ainda menos, essa é que é essa. Moro cá mas não sou daqui. Por mim isto até estaria muito melhor se fossêmos todos governados por Berlim (uma questão de competência, apenas).
Portanto, não sendo "europeísta" nem "nacionalista" pouco me interessa o referendo. E agora, depois da pergunta aprovada - ou melhor, da "trigunta", como muito bem a qualificou o Bloguítica (desculpem, não há link, problemas técnicos) - muito menos. Votar, só no "não" - e só mesmo para castigar quem congeminou uma trapalhada daquelas.
|| JPH, 19:06 || link || (0) comments |

Bruxelas chumbou o negócio do gás da EDP

Outro galo cantaria, evidentemente, se tivéssemos um português a presidir à Comissão. Ou não era?
|| JPH, 18:05 || link || (0) comments |

Fumar/não fumar

Agora que se prepara a retirada do mercado do tabaco que me envenena os pulmões vai para duas décadas - o SG Filtro -, chegou a altura de tomar uma decisão drástica: vou mudar de marca de tabaco!
|| JPH, 15:48 || link || (0) comments |

quarta-feira, novembro 17

Agora vou dar uma de moralista

Irrita-me que O Insubmisso dos meus amigos David Diniz e Luís Rosa abrigue boatinhos canalhas e mentirosos (passe a redundância).
|| JPH, 16:06 || link || (0) comments |

terça-feira, novembro 16

"Insultos" e "esplendor da ninharia"

Aqui e na caixa de comentários do Barnabé escrevi que o Daniel anda a dizer umas "cretinices" sobre o assassinato do Theo Van Gogh, fazendo-me aflição a sua "estupidez". É claro que o Daniel reagiu com as birrinhas mimadas do costume dizendo que eu fui "insultuoso" e o diabo a quatro.

Ora se dizer que alguém escreveu uma "cretinice" revelando uma "estupidez" que me aflige é considerado um insulto então eu não sei o que seja um verdadeiro insulto (e nem vou exemplificar com verdadeiros insultos, para o Daniel não pensar que são para ele). Portanto vamos assentar num ponto: não é um insulto eu escrever aqui que algumas coisas que o Daniel (ou outra pessoa qualquer) escreve são "cretinices" próprias da "estupidez". Insultado sinto-me eu, na minha inteligência, quando vejo o Daniel ir por um caminho argumentativo que o faz perder a razão que tinha no início (e que consistia, no essencial, em dizer que não se podia culpar toda a comunidade islâmica - e o islamismo em si - a partir do assassino do Van Gogh).

E afinal onde é o Daniel fez asneira da grossa (isto também é um insulto?). Simples. Naquela frase em que já muita gente de bom senso malhou: "Um fanático assassina outro fanático (o que dá, e isso nem estou disposto a debater, toda a superioridade moral ao segundo fanático)".

É claro que a ressalva do Daniel (o que ele escreveu entre parênteses) não ressalva coisa nenhuma. O essencial é isto: para o Daniel as opiniões do Theo Van Gogh (expressas em filmes ou de outra forma qualquer) já são, em si mesma, próprias de um "fanático". Reparem: o Daniel admite que só o acto de emitir uma opinião já pode, em si mesmo, revelar um fanático. E depois, ainda segundo o Daniel, há graus de fanatismo: fanáticos sem superioridade moral (que matam) e fanáticos com superioridade moral (que são mortos).

Ora isto é perigoso, muito perigoso. Revela, para já, que o Daniel não tem assim grande consideração pela liberdade de expressão. Ou pelo menos pela de quem a usa para dizer coisas com as quais o Daniel não concorda. E eu, francamente, espanto-me -indigno-me até, ao ponto de o "insultar".

Pensava que o Daniel já tinha percebido que não basta a um tipo emitir umas opiniões, por mais bárbaras que sejam, para ser considerado um fanático. O fanatismo é o resultado, isso sim, da conjugação de opiniões (radicais, extremistas, etc) com acções (violentas). É preciso uma coisa e outra (opiniões+acções). Dirá o Daniel: sim, sim, mas as opiniões instigam acções, uma coisa não se pode separar da outra. Ok. E, sendo assim, qual era a opção do Van Gogh? Ficar quieto e encolhido de medo a um canto por recear as consequências (sobre si ou sobre outros) das suas opiniões? É evidente que isto não é uma opção. Ou melhor: é uma não-opção. O medo é o contrário da liberdade. A liberdade exerce-se (dentro dos limites da lei) para lá do medo, apesar do medo - e contra o medo. E quem se sente insultado nas suas convicções religiosas que se revolte dentro da lei, nos tribunais, por exemplo, que é para isso que lá estão.

Só mais uma coisa: é de uma rematada palermice ilustrar o suposto anti-semitismo do Van Gogh com o facto de ele ter contado uma anedota sobre judeus. Eu que, como a ASL diz, tenho um humor "pesado", conto anedotas de judeus, pretos, gays, deficientes, alentejanos, Cristo, Hiroshima, sida, pedofilia, e tudo o mais que te lembrares. Não alinho na ideia de que só judeus podem contar anedotas de judeus, ou pretos sobre pretos, etc, etc. E conheces-me já o suficiente para saber que não sou nem anti-semita, nem homofóbico, nem racista, nem mesmo sportinguista. Eu, que não estou grande imaginação para trocadilhos, só me lembro de uma máxima a aplicar ao Daniel: Once a PC (Partido Comunista), allways a PC (Politicamente Correcto).


PS - Mas a melhor mesmo foi do Rui Tavares, que me tratou por "esse esplendor da ninharia". Juro, esta mata-me. Adorei, adorei, adorei (estou a falar a sério)! Até acho que "Esplendor da Ninharia" dava um belíssimo título para um blogue: esplendordaninharia.blogspot.com - soa-me bem (registem-no à vontade, que aqui não há direitos de autor, felizmente). Mas olhe Rui, eu tenho outro melhor. A ideia que transmite é parecida e a mim soa-me ainda melhor. Tome note: Glória Fácil. Que lhe parece?
|| JPH, 11:22 || link || (0) comments |

segunda-feira, novembro 15

Desesperadamente procurando audiências.

Umas vezes pelo silêncio das divas (aqui). Outras pela cretinice (aqui). São assim, os "colunistas".
|| JPH, 17:18 || link || (2) comments |

sexta-feira, novembro 12

O Heleno Matos...

...escreve aqui e assina um texto intitulado "Sobre a questão Van Gogh" com o pseudónimo Francisco José Viegas. A lógica argumentativa Helena Matos - confrangedora pela sua esperteza muito saloia - revela-se em frases assim: "Se o caso Salman Rushdie tivesse acontecido nos últimos dois anos, teríamos milhares de intelectuais e de frequentadores do Fórum TSF a dizer que era bem feito".

"Teríamos"? Claro que "teríamos", dizem os Helenos Matos baseados coisa nenhuma. Ou, como diriam os fedorentos, baseados em não-sei-quê.
|| JPH, 15:26 || link || (0) comments |

quinta-feira, novembro 11

O acidente do Daniel

Por ele quem ressuscitava já era o Arafat, um "símbolo" e tal e coisa. Mas teve azar. Antes do homem morrer, o Daniel Oliveira decidiu escrever sobre o assassinato do Theo Van Gogh, o que suscitou a ira no Acidental. Chamaram-se de tudo: "imbecil", "infame", "imbecil perigoso" e sei lá que mais. A coisa foi a tal ponto que afinal quem ressuscitou foi Vasco Rato. Enfim, é o que se pode arranjar.
|| JPH, 20:13 || link || (0) comments |

Leiam-no com atenção, ó sharonettes

Os (e as) sharonettes da imprensa portuguesa (blogosfera incluída) deviam ler com muita atenção este texto do Nuno Guerreiro sobre Arafat. Tomem nota deste parágrafo: "Com o desaparecimento de Arafat, pessoalmente acredito que seria agora a vez de Ariel Sharon abandonar o governo israelita, de forma a permitir que o retomar das negociações de paz possa ser feito sem a presença de figuras polarizadoras.". Acho que nem é preciso explicar a particular autoridade que o Nuno tem nesta matéria.
Quanto ao futuro, não faço a mínima. Em Angola acreditei que tudo se poderia encaminhar no bom sentido com a morte de Savimbi. Suspeito fortemente que me enganei. A guerra acabou mas a democracia está longe de fazer o seu caminho. E da economia - isto é, do bem estar do povo - nem se fala. Portanto, não sei.

PS - Meu caro Nuno, depois de ler este teu texto fiquei com remorsos por não ter parabenizado pelo 1º aniversário da tua bela Rua. Que não te doam as mãos!
|| JPH, 11:37 || link || (0) comments |

quarta-feira, novembro 10

O GF errou

No texto do JPH, "postado" há cerca de uma hora, onde se lê "informa-se a comunidade bloguística nacional" deve ler-se "informa-se a veterana comunidade jornalística lisboeta".
|| mjo, 20:06 || link || (0) comments |

Ele não é só insuportável...

O David não quer polemizar sobre o Cavaco - ele lá terá as suas razões -, mas o mais engraçado é a indignação que manifesta por eu ter escrito que o Lobo Antunes é insuportável. Este homem não é só insuportável, admito. Faz-me rir e gabo o seu talento para a comédia.

P.S. Obrigada pelos beijos. Quanto à publicidade cá estaremos sempre que precisarem.
|| mjo, 19:17 || link || (0) comments |

Notícia

Informa-se a comunidade bloguística nacional que o bar Snob celebrará o seu 40º aniversário no próximo dia 16. O sr. Albino promete cobrar com 40 por cento de desconto. Eu vou comprar uma caixa de Famous Grouse e dez volumes de SG Filtro.
|| JPH, 19:10 || link || (0) comments |

Pedido de esclarecimento

David Dinis "derrete-se" em elogios a Cavaco Silva, num post intitulado "Cavaco, como o vi", a propósito da entrevista que o ex-primeiro-ministro deu à RTP, ontem à noite. No final, porém, fala nos "homens dos livros" - a citação de Pavese não é bem assim, mas pronto - e cita o insuportável Lobo Antunes ("acho que já podia morrer") para fazer uma associação com Cavaco. Que, escreve D.D., já terá cumprido a sua "missão" na política.
David Dinis entende que Cavaco também poderia dizer qualquer coisa como "acho que já podia morrer"? Então e a candidatura presidencial?
|| mjo, 16:35 || link || (0) comments |

O jornalismo isento segundo Helena Matos...

...pratica-se assim: quando um marroquino assassina um cineasta que realizou filmes sobre barbaridades islâmicas praticadas contra as mulheres é imperdoável não usar, na caracterização do assassinado adjectivos como "corajoso" e outros de igual calibre ("heróico", "destemido", etc).

quanto ao assassino deve-se usar essa palavra ("assassino", não "homicida", que é muito frio e politicamente correcto), além de "facínora", "troglodita islâmico", "besta selvagem". E isto conjugado com a conclusão de que o assassino, por ser marroquino e por estar vestido como um muçulmano, não podia deixar de estar evidentemente a soldo, com avenças acumuladas, da OLP, do Hamas, da Al Qaeda e, em suma, de todas as principais organizações terroristas islâmicas.

Este é o dicionário de Helena Matos. Uma cronista que só não é absolutamente demagoga porque não revela inteligência suficiente para isso.
|| JPH, 15:21 || link || (0) comments |

Pobres e mal agradecidos

Os membros do povo que conheço são, além de pobres, muito mal agradecidos (e já nem refiro o facto de geralmente viverem em prédios que tresandam a couve-flor cozida).

Quando Guterres lhes baixou o IRS os ingratos foram a correr votar nas autárquicas e correram com o PS das principais cidades. A oposição da altura também falava em eleitoralismo, o que se provou tremendamente errado, a ver pelo resultado das eleições.

O povo não agradece aos governos que lhes baixam os impostos. O povo acha (com alguma razão) que o Governo não está a fazer senão a sua obrigação. E até acha pouco, porque essa baixa (quando a entendem, o que não parece que seja o caso actual, dadas a trapalhada armada por Santana e Bagão) não os compensa dos assaltos à mão armada a que têm sido sujeitos pelo Estado.

O povo, além do mais, é invejoso. Entre o seu próprio bem e o mal alheio, prefere o mal alheio. O que gostaria mesmo era de ver os ricos famosos taxados como deve ser, à medida dos seus reais rendimentos. Ou então seriamente importunados pelo fisco ou mesmo (e de preferência) presos (numa prisão a sério, não na "Quinta"). Isto sim, seria "eleitoralismo" a sério. Mas por aqui o Governo não segue, não sei porquê. O povo, esse, acha que sabe porquê. Por decoro não reproduzo o argumentário.
|| JPH, 13:19 || link || (0) comments |

terça-feira, novembro 9

Conselho de amigo para levar muito a sério

A culpa não foi minha, juro. Foi do Rui, claro, como sempre. Eu disse-lhe: vamos ver a bola à cervejaria do mercado de Alvalade. E ele "não, não, vamos mazé ao Alvaláxia"; e eu "ó meu, deixa-te de merdas, aquilo é só hooligans por todo o lado, não vou, quero sossego, bute à cervejaria"; e ele "não, não, lá no Alvaláxia há sítios sossegados, não te preocupes"; e eu claro, lá fui, como sempre, tipo Maria vai com as outras que é a sina da minha vida. Lá fui e depois foram lá ter outros, como o David e o Martim, e outros, quase todos lagartões de sempre, que essa é outra das minha sinas, servir de ombro amigo a esta cambada de "loosers". Fomos e correu tudo muito mal - e nem estou a falar do jogo, que é que menos me interessa. Estou a falar daquele que todos reconhecemos - numa unanimidade nunca vista - como O PIOR RESTAURANTE DO MUNDO DE SEMPRE DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE TODA. Chegamos antes do jogo começar, pedimos e a meio da segunda parte ainda estávamos por servir. E quando a comida chegou confirmou-se o pior: uma bela bosta! E os empregados mais não faziam a não ser berrar com o pessoal da cozinha, sendo que o pessoal da cozinha respondia na mesma moeda (aos gritos)e nós a teorizar sobre o problema da luta de classes no seio do lumpen proletariado, pois que isso existe olé se existe.
Enfim, é preenchendo aquilo que sinto ser como a minha responsabilidade social enquanto blogger (dá-me para isto, às vezes, já passa, não se preocupem) que aconselho fortemente o povo português em geral (sportinguistas, inclusivamente) a nunca, mas nunca mesmo, porem os pés no restaurante O VISCONDE, no primeiro andar do centro comercial Alvaláxia. Não digam que não avisei.

PS - Agora o imprescindível comentário de jogo: a lagartada perdeu bem e merecia ter perdido por mais (o árbitro até lhes perdoou um penalti, na primeira parte). O Ricardo não foi o pior jogador da equipa, foi apenas tão mau como os outros todos. O Porto vai ser campeão, para variar. Fiquei com dúvidas sobre a identidade sexual do decorador do Alvaláxia.
|| JPH, 15:11 || link || (0) comments |

sexta-feira, novembro 5

Ele é um dos melhores bloggers portugueses

João Pedro George: se te cansares de "esplanar" podes sempre bater à nossa porta.
|| mjo, 20:05 || link || (0) comments |

Aos Luíses

Foi gentilmente interpelado por dois luíses: o Louis du Malle e o o Luís Insubmisso.

Primeiro, porque a idade é um posto, vamos ao Mal. Tema: Aborto. Sim, Luís, concordo consigo e com o seu mal-estar por viver num país de bufos e de polícias/magistrados que perdem tempo (e dinheiro) a investigar abortos em vez desse aplicar esse tempo (e dinheiro) na investigação do que conta (droga, colarinhos brancos, etc). Pretendi apenas responder ao barnabaico Rui Tavares, que sugeriu à juiza (e ela ouviu?) que "contornasse a lei" e tomasse uma decisão "política" que absolvesse a arguída. Lamento, mas não pode fazê-lo. Juiz julga segundo a lei e as provas. Mais nada. E quanto à lei, já disse, no farol o que tinha a dizer: a esquerda que ganhe as eleições e mude a lei.

E agora tu, insubmisso Luís. Sim, sou de esquerda (já o escrevi no blogue, queria até pôr a uma imagem da minha Bússola Política mas não consegui). Estou posicionado mais ou menos no centro do quadrante inferior esquerdo. E sim, já me queixei do PR, tanto aqui como no farol. E sim, aceitarei as legislativas de 2006, até porque neste país (o nosso) ainda não aconteceu (que eu saiba) ninguém ser eleito com menos votos do que o adversário (o Bush, há quatro anos, lembras-te?). Quanto ao resto, diverte-me o foguetório da direita lusa (não toda, note-se) com a vitória (desta vez inteiramente legítima) do Bush Júnior. Não consigo deixar de pensar que é a compensação que resta do facto de cá, na terrinha, não só não ganharem nada como não terem perspectivas disso.
|| JPH, 17:50 || link || (0) comments |

O senhor Moore acordou

O gajo levou três dias para conseguir falar. Três-dias-três levou Michael Moore a digerir os resultados das presidenciais e a «abada» de muitos milhares de votos (milhões...) do sr. Kerry pelo Jorge Dabliu Buxe.

Agora, o rapaz, autor do divertido documentário e filme anti-Buxe Fahrenheit 9/11, andou três-dias-três a inventar 17 razões para animar o povo anti-Buxe. Sinceramente... com tanto tempo, o gajo podia ter inventado melhor.

Por exemplo, o sr. Moore acha que é uma boa notícia o sr. Buxe, legalmente, estar impedido de se recandidatar.
Avançando umas quantas razões, o gajo diz que vai poupar dinheiro em prendas para casamentos gay...

Ora leiam o motivo de alegria número 9:
Gays, thanks to the ballot measures passed on Tuesday, cannot get married in 11 new states. Thank God. Just think of all those wedding gifts we won't have to buy now.

Shame on you, mr. Moore! Shame on you!

|| Nuno Simas, 17:31 || link || (0) comments |

Janela Indiscreta

Há cerca de um ano que é um dos meus blogs preferidos. Por isso, ainda estou surpreendida com a decisão repentina de acabar com o blog. Esperamos, aqui no GF, que isto signifique somente um 'até breve'.
|| mjo, 17:11 || link || (0) comments |

quinta-feira, novembro 4

Tens razão, caro Luís...

...a democracia é mesmo uma "coisa lixada". De há dois anos e meio para cá a tua direita portuguesa não consegue nada a não ser celebrar vitórias lá fora. É lixado, reconheço.
|| JPH, 15:31 || link || (0) comments |

quarta-feira, novembro 3

Conscientemente bárbaro!

Ossama bin Laden deu ajudinha ao senhor Jorge Dabliu nas eleições americanas. Pim!

Esta posta é uma coisa em forma de assim, entre a piada e a provocação pura e dura aos «falcões» desta vida.
Só para fazer saltar comentários e e-mails insultuosos. Força: entupam o meu mail.

EUA/Eleições: Medo do terrorismo jogou a favor de Bush - sondagens

Washington, 03 Nov (Lusa) - O medo de novos atentados jogou claramente a favor do presidente republicano George W. Bush contra o rival democrata John Kerry nas eleições de terça-feira, de acordo com sondagens hoje divulgadas pelos meios de comunicação social norte-americanos.
Questionados sobre as motivações da escolha, em sondagens realizadas à boca das urnas, 85 por cento das pessoas que votaram em Bush citaram o medo do terrorismo contra 15 por cento para os eleitores de Kerry.


|| Nuno Simas, 17:46 || link || (0) comments |

terça-feira, novembro 2

Uma nota literária

Andei a (re)ler A Capital, do Eça. É a reler os clássico, por assim dizer, que vemos como o nosso lindo Portugal mantém intocadas algumas características do seu povo.

Ontem, comprei As Farpas, do Eça e do Ramalho, em reedição da Prinicipia, organizada por Maria Filomena Mónica, autora da biografia do Eça, que «devorei» há uns anos.
Li umas páginas e encontrei, assim ao acaso, muitas frases curiosas. Como é tão parecida, ontem como hoje, a situação política e o «estado de alma» dos portugueses descrito pelas suas elites... Assombroso!

Voltarei ao tema.
|| Nuno Simas, 20:13 || link || (0) comments |

Uma nota

Um post sobre as eleições americanas enquanto eles ainda estão a votar. E ainda bem que não posso votar. Nem em Bush nem em Kerry! Seria difícil escolher entre o incompetente e o incoerente.
E a minha indecisão é bem espelhada (e inspirada) na melhor capa que vi sobre as eleições nos States. É da Economist, claro! Leia aqui.

|| Nuno Simas, 20:01 || link || (0) comments |

Aborto, mais um julgamento

Mais um julgamento por aborto, em Lisboa. A propósito, Rui Tavares, do Barnabé, defende: "Esperemos que, mais uma vez, o juiz tenha coragem para contornar a lei e tomar a decisão política que os políticos da maioria cobardemente não tomam."

Três notas:
1. Os juizes não devem ter "coragem" para "contornar a lei" e tomar "decisões políticas". Quando se abre essa porta ela nunca mais se fecha. Começa-se pelo aborto e onde é que se acaba? Os juízes devem é ter "coragem" para decidir de acordo com a lei e com os factos que lhe são apresentados. Por mais que a lei lhes desagrade.
2.Considero normal e natural que uma maioria de centro-direita não defenda mudanças na lei. Viver em democracia implica saber ser minoritário. Foi a maioria que o eleitorado escolheu - é a vida. Ninguém de bom senso podia estar à espera que fosse justamente esta maioria (ainda por cima com o CDS no Governo) a mudar a lei.
3. A juiza absolveu a arguida.
|| JPH, 17:14 || link || (0) comments |

Serviço Público - Eleições EUA (actualização)

O link para ir acompanhando as eleições nos EUA foi colocado na coluna da esquerda.
|| JPH, 15:45 || link || (0) comments |

Serviço Público - Eleições EUA

Podem ir acompanhando os resultados das eleições norte-americanas aqui.
|| JPH, 15:30 || link || (0) comments |