Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

terça-feira, abril 29

CNACMPAPPSD ou CNACANSPPSD?

Gosto de siglas e acrónimos.
Repare-se nestes dois - Comissão Nacional de Apoio à Candidatura de Mário Patinha Antão à Presidência do PSD (CNACMPAPPSD) e Comissão Nacional de Apoio à Candidatura de António Neto da Silva à Presidência do PSD (CNACANSPPSD)...
|| Nuno Simas, 19:25 || link || (2) comments |

Ou Patinha ou Neto?

Ora aí está um mistério. Qual será o candidato à liderança do PSD preferido do CDS-PP? Mário Patinha Antão ou António Neto da Silva?
|| Nuno Simas, 19:22 || link || (0) comments |

segunda-feira, abril 28

Agora passamos a ter comentários

|| JPH, 17:54 || link || (8) comments |

Cândido Vaz e o (falecido) cavalo de Tróia (II)

Mas também, verdade se diga: há muito que se instalou a forte suspeita (para não dizer absoluta certeza) de que as agências de comunicação só querem clientes político-partidários porque eles lhes servem de cavalo de Tróia para as apetitosas contas do Estado. Cunha Vaz limitou-se a verbalizar alto o que toda a gente rumoreja.
|| JPH, 11:15 || link || (1) comments |

Cândido Vaz e o (falecido) cavalo de Tróia


António Cunha Vaz, o "marketeiro" de Menezes (e de Carmona e de Mário Soares) dá hoje uma longa entrevista ao Público. Absolutamente a não perder. Selecciono, para já, uma pergunta e a respectiva resposta.

Porque decidiu trabalhar com Luís Filipe Menezes?
Porque neste momento, apesar de ter uma boa carteira de clientes, interessava-me também poder aceder a outro tipo de clientes, mais próximos do Estado.


Isto diz muito de Cunha Vaz. Mas não menos do próprio Menezes.
|| JPH, 10:50 || link || (0) comments |

domingo, abril 27

José Manuel Fernandes: A resposta do costume

Américo Cardoso Botelho lançou em 2007 "Holocausto em Angola", um livro sobre o período de transição para a independência. Nele se publica em fac-simile uma carta do almirante Rosa Coutinho, alto-comissário português em Angola, dirigida, em Dezembro de 1974, ao líder do MPLA.

Lê-se na carta: "Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados que estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir."

Em 13 de Abril, no Público, António Barreto dedica a sua crónica ao livro, tomando como verdadeira a carta de Rosa Coutinho. Surgem logo alertas públicos de que a carta era falsa, nomeadamente do Ferreira Fernandes, no DN. São inúmeras as referências ao caso na blogosfera.

No Público de hoje, António Barreto pede desculpa ao almirante e aos leitores por ter citado a carta. No Público de hoje, o provedor do leitor, Joaquim Vieira, interpela o director do jornal sobre o caso: "José Manuel Fernandes começou por explicar que no dia em que foi paginada a crónica não se encontrava no jornal."

A resposta do costume, portanto.
|| JPH, 14:40 || link || (0) comments |

RCP Edições

O rapaz lançou-se no mundo das edições. Promete para Fevereiro de 2009 uma biografia não-autorizada de Sócrates, onde a vida académica e profissional do "primeiro" será tratada. O site dispõe de funcionalidades que permitem a edição digital. Quem quiser editar o seu blogue terá a aqui a vida muito facilitada. Ide, ide lá.
|| JPH, 14:27 || link || (1) comments |

sábado, abril 26

Bora lá

|| ASL, 19:11 || link || (0) comments |

terça-feira, abril 22

Manuela Ferreira Leite (II)

E, já agora, que lhe perguntem, a Manuela Ferreira Leite, qual a sua quota-parte de responsabilidade no estado em que o PSD está. Lembram-se do confronto Mendes/Menezes? Eu lembro-me. Houve uma senhora - ela, Manuela Ferreira Leite - que se recusou a apoiar Mendes. Se Menezes lá está, em parte a ela o deve.
|| JPH, 01:39 || link || (0) comments |

Manuela Ferreira Leite

Por mim acho óptimo que avance. E até que conquiste a liderança. Será a maneira de o país perceber, de uma vez por todas, o extraordinário bluff político que a senhora representa. Não digam que não avisei.
|| JPH, 01:34 || link || (0) comments |

domingo, abril 20

Em directo dos Açores (III)

O PS-Açores ainda vive no tempo do “guterrismo. Pelo menos musicalmente.
A música de Vangelis, do filme "1492", ainda está na moda nos Açores.
|| Nuno Simas, 15:12 || link || (0) comments |

Em directo dos Açores (II)

Enquanto isto, o “primeiro-ministro” açoriano, Carlos César, está há longos minutos a discursar no encerramento do congresso do PS-Açores... É um discurso de dimensão "fideliana".
E a RTP-Açores está, há minutos, longos minutos, a transmitir as palavras de César. Que promete agora acabar para "não vos cansar"... E continua a falar.
|| Nuno Simas, 14:57 || link || (0) comments |

Em directo dos Açores (I)

Está sol em Ponta Delgada. Uma temperatura amena. A livraria Solmar foi renovada e continua um espaço de livros agradabilíssimo, com muitas edições açorianas – é fenomenal o número de autores açorianos com edição própria nos Açores.
|| Nuno Simas, 14:55 || link || (0) comments |

sábado, abril 19

Crise no PSD: uma declaração a reter

Até agora, a declaração mais relevante sobre a crise no PSD foi produzida na Madeira. E, claro está, por Cavaco Silva. Disse o Presidente que não faz declarações sobre a vida dos partidos. Acrescentando: "Nunca o fiz, não faço nem façarei." Querem confirmar? Oiçam na TSF.
|| JPH, 21:40 || link || (0) comments |

sexta-feira, abril 18

Strange Days...

Hoje é um dia estranho: o Inimigo Público acertou na manchete!!!!!!!!
Rui Gomes da Silva "diz": "Cumpre-me o doloroso dever de informar que acabo de enterrar outro líder do PSD".
Estranho país este, indeed!
|| Nuno Simas, 17:24 || link || (0) comments |

Menezes sai, Ângelo ensaia vaga de fundo...

Luís Filipe Menezes demitiu-se ontem cerca das 21:30 de líder do PSD, diz que não está "na corrida". Quer isso dizer que não vai recandidatar-se? Não.
À meia noite, na SIC-Notícias, ouvir Ângelo Correia ensaiar "uma vaga de fundo" a favor de Menezes.
O PSD estará "nessa"? Ou já intuiu que, com Menezes, "não vai lá" - esse verdadeira instituição da intuição política do colectivo partidário "laranja"...
|| Nuno Simas, 01:01 || link || (0) comments |

quinta-feira, abril 17

Agora sou o único deste blogue sem obra publicada


Pois sou. A Ana já tinha um livro editado, súmula reinventada das crónicas da maluca da Vanessa. E agora foi de o sr. Nuno Simas publicar (na Alêtheia). Trata-se, nas palavras de S.Exª o próprio autor, de "um retrato de um Portugal em revolução visto pelos Estados Unidos, 'escondido' atrás de umas quantas centenas de documentos que durante anos estiveram classificados com o carimbo 'secreto'". Ainda não li mas vou ler e direi depois muito bem. O lançamento será um dia destes. Quando estiver a data confirmada, daremos notícias.
|| JPH, 14:37 || link || (0) comments |

PSDês

E enquanto isto, aquilo no PSD parece acelerar. Será que Aguiar Branco tem carro próprio ou vai pedir o velho Simca emprestado a Rui Rio?
Será que os barrosistas vão acelarar o calendário ou é só desgaste?
|| Nuno Simas, 11:55 || link || (0) comments |

O Cavaquês madeirense...

Uma dúvida: será que, até ao final da visita oficial à Madeira, o Presidente vai fazer alguma referência à "importância das instituições democráticas" e "o papel das oposições" no sistema político?
|| Nuno Simas, 11:51 || link || (0) comments |

terça-feira, abril 15

Um post dedicado ao deputado Branquinho...

Então não é que José Sócrates lidera a informação televisiva? Será que é por ser primeiro-ministro?
A maquinação é da Marktest e a ERC ainda não se pronunciou...

Diz a Newsletter da Marktest:

"Sócrates continua a liderar informação televisiva

Durante o primeiro trimestre de 2008, José Sócrates foi novamente a personalidade que por mais vezes e durante mais tempo interveio na primeira pessoa nos serviços regulares de informação da RTP1, RTP2, SIC e TVI, segundo os dados do serviço Telenews da MediaMonitor.

Entre Janeiro e Março de 2008, José Sócrates foi novamente a personalidade que por mais vezes e durante mais tempo esteve nos noticiários de televisão da RTP1, RTP2, SIC e TVI. O Primeiro-ministro interveio na primeira pessoa em 403 notícias que tiveram perto de 17 horas de duração.

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, foi o segundo protagonista do ano, tendo intervindo em 248 notícias de perto de 9 horas de duração. O tempo de intervenção de Menezes foi, assim, um pouco superior a metade do tempo de intervenção de Sócrates no período em análise.

O Presidente da República, Cavaco Silva, foi o terceiro com mais intervenções nestes programas de informação, tendo protagonizado 183 notícias com mais de 6 horas de duração.

Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã, Santana Lopes, Mário Lino, Maria de Lurdes Rodrigues e Teixeira dos Santos encerram a lista dos 10 nomes que protagonizaram mais tempo de informação durante o primeiro trimestre de 2008.

Os protagonistas de mais tempo informativo são todos políticos. No top 10 estão presentes os líderes de todos os partidos com assento parlamentar. Refira-se ainda que, nesta lista de dez, quatro são ministros do actual Governo.

A RTP1 foi o canal que, genericamente, deu mais tempo de emissão a estas personalidades. As excepções foram Francisco Louçã, Mário Lino e Maria de Lurdes Rodrigues. Os dois primeiros estiveram mais tempo na TVI do que nas restantes estações, ao passo que a ministra da educação esteve mais 26 segundos na SIC do que na RTP1."
|| Nuno Simas, 21:56 || link || (0) comments |

segunda-feira, abril 14

As manifs não estão fora de moda...

Estava na cara para quem viu a manifestação dos professores a 08 de Março: o Governo tinha que negociar com os sindicatos. E ceder. Era, de facto, muita gente. Muitos professores que nada tinha a ver com o PCP, tese que parecia, até então, fazer escola no Governo, a começar por José Sócrates e a acabar em Augusto Santos Silva.
Mário Nogueira é um novo líder da esquerda, da esquerda-esquerda. Candidato à liderança da CGTP-In.
As manifestações não estão fora de moda.
Quem diria que Sócrates, conhecido pela sua teimosia (até há pouco considerada uma qualidade... hoje nem tanto), iria negociar?
As eleições aproximam-se e Sócrates começa a usar a táctica de Guterres.
|| Nuno Simas, 00:24 || link || (0) comments |

Para que fique registado

O JPH e a Ana no DN já disseram tudo sobre o “caso” levantado pelo sr. Branquinho sobre a Fernanda Câncio e a RTP. Eu assino por baixo.
|| Nuno Simas, 00:22 || link || (0) comments |

domingo, abril 13

Uma pergunta (e uma resposta)

1. A pergunta do dia, da semana, do mês - e, atrevo-me a dizer, do ano (até agora) - é a que se faz no Boas Intenções, sobre a direcção do PSD: "Estes senhores vêm com cérebro incluído?"

2. Resposta: não, não vêm. Nem eles nem a maior parte do partido (há excepções, que são só isso mesmo, excepções). Um partido cujas élites dependem agora da palavra da Alberto João Jardim, algures no início do próximo ano, para decidir de Menezes é para aguentar ou para deitar imediatamente abaixo é um partido onde a inteligência e até um mínimo de bom-senso deixaram de ter lugar.
|| JPH, 14:43 || link || (2) comments |

sábado, abril 12

Sem palavras (quase)

1. Confirma-se. A canalhice pegou de estaca na direcção do PSD. O partido que não diz uma palavra sobre a sensacional transferência de Jorge Coelho para a Mota-Engil, convoca uma conferência de imprensa para um sábado de manhã na sede do partido para dizer isto.

2. O inefável Rui Gomes da Silva repete, passo por passo, o que levou o PSD, em Fevereiro de 2005, à derrota mais estrondosa do partido nos últimos 20 anos. Estou cada vez mais convencido que a única função do santanismo é, dentro da direcção de Menezes, dar cabo daquilo tudo para depois tentar ficar com os restos. Cegos e burros como são, ainda não perceberam que vão ficar com nada para gerir.
|| JPH, 17:28 || link || (0) comments |

segunda-feira, abril 7

IMPOORTAAANTÍÍÍÍSSIMO!

Mais um argumento IMPOORTANTÍSSIMO de Luís Filipe Menezes justificar rever a Constituição: “O país precisa de uma nova Constituição. Já passaram 35 anos, sendo altura de dizer que esta não seria a Constituição da República se não tivesse sido redigida sob o cutelo da pressão, do sequestro sobre o Parlamento.”
Como é que não me lembrei disto!?
|| Nuno Simas, 13:00 || link || (0) comments |

Não presta nem tem emenda

Em 20 de Fevereiro de 2005, o PSD obteve o seu pior resultado em 20 anos: 28,77 por cento. O resultado é tão mau que, em teoria (repito: em teoria) é hoje possível fazer uma revisão constitucional sem o PSD.

Este resultado foi obtido por uma equipa liderada por Pedro Santana Lopes. E nessa equipa pontificavam personalidades como Rui Gomes da Silva. Como não aprenderam nada, não chegaram ainda - eles e o partido todo, a começar pelo essencial das suas elites - à mais evidente de todas as conclusões: só gente muito burra consegue levar o PSD a ter um resultado tão mau como o obtido em Fevereiro de 2005.

Essa gente, pela mão de Menezes, voltou agora à primeira linha de actuação no PSD. Movida por uma profunda incompetência e um ressentimento suicida, repete ponto por ponto as asneiras que levaram o partido à humilhação eleitoral de Fevereiro de 2005. Nesses meses santanistas que antecederam as últimas legislativas conseguiram dar sucessivos tiros nos pés interferindo directamente em órgãos de comunicação social, por exemplo no episódio que levou Marcelo a deixar a TVI. Se pudessem, agora, afastariam Marcelo da RTP ou Pacheco Pereira da SIC-Notícias.

A essa gente juntou-se agora, pela mão de Menezes, Agostinho Branquinho. É ele o responsável por aquela anedótica entrevista de Menezes à SIC-Notícias em que o líder do PSD preferiu, em vez de falar do país que existe, lançar a proposta da eliminação da publicidade da RTP (uma matéria que, como se sabe, preocupa intensamente a esmagadora maioria dos portugueses, não se fala noutra coisa).

Como ninguém diz ao sr. Branquinho (nem a Menezes) que se está um país inteiro a borrifar para o que ele pensa e diz sobre comunicação social, ele insiste. Agora inventou outra importante denúncia: a Fernanda Câncio vai colaborar num programa da RTP-2.

(Chegados aqui, é tempo de registo de interesses: considero-me amigo de Fernanda Câncio. E trabalhamos os dois no mesmo jornal, o DN.)

Agostinho mentiu: disse que Fernanda Câncio não tem experiência televisiva. Ora o que não lhe falta é experiência televisiva (fez reportagem e editou para a SIC de 1996 a 2002). E omitiu (que é outra forma de mentir) a experiência enorme da Fernanda na área que vai ser tratada no programa, a dos bairros suburbanos problemáticos.

E, pior do que tudo, como é estruturalmente mal formado, expôs a sua "denúncia" com base numa insinuação de tratamento favorável, insinuação que, cobardemente, nunca teve a coragem de verbalizar.

Agora Agostinho tenta focar a sua crítica no facto de a RTP estar a contratar programas fora, o que sempre fez (a RTP e todos os canais). É uma preocupação da treta, todos o sabemos, nunca isso mereceu uma vírgula dos comentários do sr. Branquinho nem do PSD em geral.

Com Menezes à frente, acolitado pelos branquinhos e gomes da silva desta vida, não temos apenas um PSD burro a fazer oposição; temos um PSD dirigido pela mesquinhez, pela má-fé e pelo mau carácter. Não presta nem tem emenda.
|| JPH, 11:17 || link || (0) comments |

Uma inutilidade...

Quando um político não sabe o que dizer – embora esse não seja o problema de Luís Filipe Menezes… - sugere ou uma refundação da República (como já fez Alberto João Jardcim) ou uma revisão constitucional.
É o caso.
Menezes quer uma “nova Constituição que defina, entre outros pontos, outras formas de organização jurídico-constitucional, outras regras no relacionamento do Estado central com as autarquias e regiões”.
Algo que, como é evidente para toda a gente, FOI impossível de conseguir em pouco mais de três décadas de vida em comum…
|| Nuno Simas, 11:06 || link || (1) comments |

Costa Gomes, um Marechal no centro da tempestade

São 400 páginas que se lêem num ápice – eu li numa tarde e numa noite… Tempo recorde, mas, já sabem, aquela coisa das costas!…
O livro, o segundo editado pelo historiador Luís Nuno Rodrigues depois de “Salazar-Kennedy - a Crise de uma Aliança”, é uma biografia de Costa Gomes – “Marechal Costa Gomes – No centro da tempestade” (Esfera dos Livros).
É um trabalho notável. Pela documentação completíssima e alguma dela inédita – dos arquivos norte-americanos, do espólio do marechal no Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo.
Costa Gomes é uma personagem intrigante e complexa na vida política portuguesa.
General do Estado Novo, com formação NATO nos Estados Unidos, comandou milhares de tropas na “África Portuguesa”, apesar de desde cedo ter considerado que a vitória sobre os movimentos independentistas era impossível (provavelmente antes de Spínola, que publicou a tese no livro “Portugal e o Futuro”), crítico de Salazar e Caetano, a ponto de ser votado pelos jovens capitães para presidente da Junta de Salvação Nacional (JSN) após o 25 de Abril. Negociador, conciliador.
Essa forma furtiva de encarar as crises, especialmente durante os anos da revolução, valeu-lhe o epíteto de “Rolha” ou “Chico Cortiça”, de que compreensivelmente não gostava…
A sua paciência teve um papel central em 1975 para evitar que o país resvalasse para uma guerra civil. Apesar de todas as suspeitas de colaboração com “os comunistas”, foi, “malgré tous”, um elemento de apoio dos Estados Unidos e dos países ocidentais na tentativa de travar o ímpeto das extrema(s)-esquerda(s), da esquerda militar, dos comunistas.
Um dos aspectos interessantes é a hipótese de “chantagem” do PCP sobre o general, alegadamente feita pelo filho de Costa Gomes. Era o que pensavam Mário Soares e Salgado Zenha e o que diziam ao embaixador Carlucci. Em Washington, claro, pedia-se para a embaixada clarificar e explorar o assunto. Henry Kissinger e “associates” devem ter ficado a salivar...
Mas Costa Gomes, “malgré tout” e apesar de toda a fama de “rolha” ou “esquerdalho”, acabou por ser um dos “pontos de contacto” dos Estados Unidos, em quem os norte-americanos estavam “condenados” a confiar assuntos de realmente importantes: NATO; ponte aérea com Angola; descolonização...
“Marechal Costa Gomes – No centro da tempestade” é um livro bom, muito bom. É uma biografia e eu gosto de biografias. Depois, tem outra característica: está bem escrito.
|| Nuno Simas, 00:54 || link || (0) comments |

Este senhor é tãããããooo chaaaaaatttooooo!!!!

Aquele senhor parecido com um jogador de futebol, que se veste como um jogador de futebol, que se penteia como um jogador de futebol e fala como um jogador de futebol, Rui Santos de seu nome, está a perorar há mais de uma hora na SIC-Notícias sobre… futebol. Este senhor é tãããããooo chaaaaaatttooooo, tãããããooo chaaaaaatttooooo, tãããããooo chaaaaaatttooooo que desliguei a TV!!!!
|| Nuno Simas, 00:51 || link || (0) comments |

quinta-feira, abril 3

Primeiro…

Em resposta a um ou outro sms maldoso, do género “agora que escreveste 12 posts vais meter folga durante quantos meses?”, tenho a dizer o seguinte: “não”.
|| Nuno Simas, 16:40 || link || (0) comments |

quarta-feira, abril 2

A ERC, a calculadora do PSD e a “máquina trituradora” do PS

É óbvio que a RTP, mas também os outros órgãos de informação, têm o dever de pluralismo. O problema não está na máquina calculadora do PSD e no relatório da ERC. Está, e sobretudo, em quem exerce o poder – os partidos, os primeiros-ministros, os ministros, os secretários de Estado, os chefes de gabinete, os adjuntos, os assessores, os assessores de imprensa. E está em quem ocupa as direcções dos órgãos de informação.
O jornalista Ricardo Costa, então director da SIC-Notícias, disse o essencial sobre o assunto há uns meses, a propósito de um “caso” de pressões do Governo, dos assessores do primeiro-ministro: as pressões existem e a questão está em saber resistir a elas. Ignorá-las. Ponto. No fundo, saber dizer que “não”. Tão simples quanto isto. Sejam eles Governos do PS, do PSD, do CDS-PP, câmaras do do PS, do PSD, do CDS-PP, do PCP, do BE.
Este Governo de José Sócrates é exímio (e isto não é, de todo, um elogio!) na estratégia de informação – pelo que deixa “passar” para os jornais, rádios, televisões e pelo que não deixa "passar" – tem, aí, uma estratégia muito próxima à do PCP em momentos de crise interna e essa estratégia é responder sim, mas com silêncio ou com pouco ou nada para ser citável além de “o gabinete escusou-se a comentar”. Na prática, é uma estratégia que "tritura" a informação, que convença os jornalistas que é melhor não ir por aí porque "isso não é notícia"... [Ah e tal, diria o "boneco" do Araújo Pereira...]
Outra questão essencial está em saber como os jornalistas “desarmam” ou “desmontam” a estratégia governamental. E vão-no fazendo. As segundas-feiras parecem agora serem dias de santa inauguração, mas já vi e li umas quantas notícias sobre o assunto. Quantas primeiras pedras “lançou” e inaugurações fez Sócrates nas últimas semanas? Há dias uma TV fez essa contabilidade. E qual a palavra de ordem do Governo? “Convencer”. Tudo isto li ou jornal, ou ouvi em rádios e ou vi na TV.
Ainda uma outra questão é não deixar "cair" assuntos "chatos" para o Poder.

Post Scriptum 1: O ex-primeiro-ministro Cavaco Silva, hoje Presidente da República, tinha uma estratégia que era falar “por cima” dos media, “directamente” para o cidadão. Aparentemente com bons resultados [no final de dez anos de "cavaquismo", enleado em tiques autoritários e de autoridade, nem Nossa Senhora o salvava nas presidenciais] e segue-a agora em Belém - vide a estratégia com o “site” da Presidência e o reduzido número de “fontes de Belém” citadas nos jornais.
|| Nuno Simas, 17:35 || link || (0) comments |

A ERC e a máquina calculadora do PSD

Isto de notícias ao minuto, segundo, metro ou centímetro tem muito que se lhe diga. Revejo-me (!) em grande parte daquilo que José Manuel Fernandes escreveu hoje no Público. É fundamental compreender isto, por exemplo: “Valham o que valham os exemplos, eles servem para demonstrar que o pluralismo e o equilíbrio de um serviço informativo dificilmente se mede a metro e que mesmo os mais sofisticados e científicos critérios para aferir o efeito de um trabalho jornalístico são insuficientes para uma análise rigorosa. 20 por cento de peças favoráveis, 79 por cento de neutras e um por cento de peças onde se revele um escândalo que faz cair um governo dizem mais sobre a independência de um canal público do que milhentas peças medianamente negativas, mas inócuas.”
Daí - perdoem-me a crueza, crueldade, chamem-lhe o que quiserem – a tontaria do argumento aritmético do PSD. Já repararam que quando os partidos se metem com critérios de régua e esquadro a coisa dá para o torto? Já viram o programa “Corredor do Poder" da RTP? Uma sonolência… Comparem com a anterior versão do programa na RTP (e os protagonistas) ou com a “Quadratura do Círculo”…
|| Nuno Simas, 17:32 || link || (0) comments |

Apostilha da Memória V

Cunhal “perdeu” em 2004 quando, por força de uma lei dos partidos políticos, dos “contrarevolucionários” do PS e do PSD, o comité central no congresso de Almada foi escolhido por voto secreto e não por braço no ar. Uma imposição legal, que o PCP confessou aplicar, mas contrariado. Ainda hoje, defendem a revogação da lei. Está no seu direito. É assim a democracia.
|| Nuno Simas, 15:50 || link || (0) comments |

Apostilha da Matita II

A Matita descobriu as luzes da televisão. Ontem à noite, a Susana gritou da sala: “Olha, a Matilde fez ‘trim’ no nariz do Saldanha Sanches”. A Helena Lopes da Costa e Mário Crespo safaram-se!
|| Nuno Simas, 15:49 || link || (0) comments |

Apostilha da Matita I

“Ela vai de pé nuinho / O rabinho a dar a dar/ Ó gatinho sai da frente / Deixa a menina passar” . É uma canção de embalar de um CD quase com o mesmo nome e fala de uma Matilde. E sempre que vejo a minha Matita andar pela casa pendurada nas mãos da mãe ou dos avós (estar doente em casa dá-me mais umas horitas com ela, apesar de agora pouco lhe poder pegar ao colo…) vem-me à memória a canção. É cantada pela Sara Tavares no disco com músicas compostas por Nuno Rodrigues (que tem uma filha chamada Eva Matilde). No álbum ouvem-se ainda as vozes de Rui Veloso, João Afonso, Amélia Muge, Jorge Palma, Janita Salomé, a guitarra de Júlio Pereira. Um deleite!
|| Nuno Simas, 15:45 || link || (0) comments |

Apostilha da Memória IV (ACTUAL.)

Mais longo é, “Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via” o livro de Raimundo Narciso, outro ex-dirigente do PCP, “fundador” da ARA – braço armado do PCP e um dos homens no terreno durante o Verão Quente até ao 25 de Novembro. Ao ler o que Raimundo escreveu, penso na quantidade de notícias que faria se, à época, soubesse o que vem lá escrito! Muitas notícias sobre o PCP foram escritas, claro. Lembro-me delas, mas ler uma versão da conversa com Cunhal, na versão de Raimundo, é como “ser mosca” para assistir a uma conversa. Se fosse há 20 anos, frases de Cunhal do tipo é preciso “cerrarmos fileiras” e evitar “abrirmos as portas à infiltração ideológica do inimigo” seriam sumarentas. Hoje, é memória. Memória para fixar os vários lados da história.
Uma frase lapidar de Raimundo Narciso: “Percebe-se no olhar indiferente do lisboeta que, sem a União Soviética e sem Álvaro Cunhal, o PCP de Jerónimo de Sousa, com um comunismo de sociedade recreativa, já não é nada do que era”.
Numa coisa é diferente: aumentou a votação nas legislativas e Jerónimo, sem pôr em causa a sua ortodoxia, é “um caso” de simpatia popular, um verdadeiro comunista de rosto humano. E conseguiu juntar cerca de 50 militantes numa manifestação em Março. Mas ideologicamente continua puro, a lutar (está no programa) pela instauração "do socialismo e do comunismo em Portugal".
|| Nuno Simas, 15:41 || link || (2) comments |

Apostilha da Memória III (ACTUAL.)

Lendo Zita Seabra, lembrando os escritos de João Amaral nos anos 90 ou de Raimundo Narciso, por exemplo, vê-se quão e como Cunhal venceu; as reivindicações de então, as críticas aos métodos, de exclusão ou tácticas de afastamento, são as mesmas dos (poucos) "críticos" ou "renovadores" de hoje. E os relatos da vigilância e relatórios internos sobre a actividade dos críticos, feitos por Raimundo Narciso noutro livro - "Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via", a serem verdadeiros, causam arrepios.
Duas frases retiradas do livro de Zita Seabra.
“Dir-se-ia que não queremos ver, não informamos e finalmente damos uma versão ‘perestroika corrigida’ tão corrigida que pode conduzir a que nos acusem de servir uma espécie de vodca de Sacavém ideológica”.
“Acentuou-se o conceito vanguardista do partido: a explicação das dificuldades não foi procurada em eventuais erros, mas sim no facto de sermos incompreendidos. E quanto mais incompreendidos, mais cheios de razão”.
Diria que a segunda citação é actualíssima, apesar da passagem dos anos e dos líderes e das tentativas de “primaveras marcelistas” com Carvalhas e o Novo Impulso. A primeira cito mais por ser um óptimo “sound byte”.
|| Nuno Simas, 15:37 || link || (1) comments |

Apostilha da Memória II

1998 - o livro de Zita Seabra já tem 20 anos - foi um “annus horribilis” para o PCP e Álvaro Cunhal. Começavam a aparecer brechas na fachada da URSS. E ainda mal se suspeitava que o mundo vermelho, o "farol", estava em ruínas e o muro de Berlim ia cair no ano seguinte - a ciência não é uma ciência exacta, apesar das aproximações dos marxistas. O partido de paredes de vidro começava a rachar com o abalo das críticas e da vozearia. Zita, o grupo dos seis, a terceira via. Muita gente. Quase nenhum - presumo - está hoje no PCP.
|| Nuno Simas, 15:35 || link || (2) comments |

Apostilha da Memória I

Reler, por exemplo, “O Nome das Coisas”, o livro da dissidência com o PCP, de Zita Seabra, quando ainda pertencia ao PêCê. Lê-se bem, apesar da marca ideológica.
|| Nuno Simas, 15:34 || link || (0) comments |

Apostilha da hérnia V

Ler e reler. A horas e desoras, à noite, quando dorme o céu, a Su e a Matita também. Ler artigos de revistas antigas, jornais antigos (de semanas). Ler coisas atrasadas.
|| Nuno Simas, 15:34 || link || (0) comments |

Apostilha da hérnia IV

O sofá é assim uma espécie de posto de comando – TV e rádio por perto; a aparelhagem, CD´s que já não ouvia há meses - Mozart, Puccini, Cocteau Twins… Jornais, poucos jornais! E livros, muitos livros.
|| Nuno Simas, 15:33 || link || (1) comments |

Apostilha da hérnia III

Confesso que, como workoolic, o bloco de notas e o cheiro de São Bento, do antigo mosteiro beneditino transformado em Parlamento, faz-me falta. Não é bem como o síndrome da falta do cheiro a pólvora dos generais, mas é parecido.
|| Nuno Simas, 15:31 || link || (0) comments |

Apostilhas da hérnia II

Tanto tempo assim sentado só mesmo doente. Faz-me formigueiros, mas vou aguentando. As dores também.
|| Nuno Simas, 15:31 || link || (0) comments |

Apostilhas da hérnia I

A(s) hérnia(s) na coluna têm destas coisas: primeiro atiram-nos para as mãos dos médicos, de farmacêuticos, de enfermeiros (benditas injecções!); depois para a cama (não dá grande jeito escrever e as injecções dão vontade de dormir); da cama vamos para o cadeirão, rodeado de almofadas, e aí já dá mais jeito escrever.
|| Nuno Simas, 15:29 || link || (0) comments |