Algumas ideias sobre rumores, cartas anónimas, campanhas desinformativas, agora que o Muito Mentiroso anda vazio.
1. Falar publicamente de (ou sobre) rumores incha-os, amplia-os, dá-lhes a eficácia que os autores lhe pretendem dar. Puro senso comum. Mas o silêncio (que nunca é a atitude mais natural) implica disciplina, vontade, uma certa "endurance". Não é para todos. É pela incapacidade de se resistir a tudos menos às tentações que os rumores alastram.
2. É assim do domínio da mais refinada hipocrisia dizer-se, como
JPP disse, que “
cartas anónimas não se lêem, rasgam-se” e depois, progressivamente, ir-se revelando cada vez mais o Muito Mentiroso, até ao ponto de se expor a sua "capa", perante milhares de espectadores, na SIC, como JPP fez.
3. Mais hipocrisia: Ao princípio JPP falou do assunto no Abrupto sem referências ao nome do blog e sem link, dizendo que essa era a sua forma de denunciar um crime sem o ampliar. Na sexta-feira a seguir o Euronotícias aproveitou os “posts” de JPP para encher um artigo (que foi manchete) sobre o assunto. JPP, que afirma conhecer muito bem os mecanismos dos “media”, não podia, em rigor, ignorar a possibilidade disto ocorrer. Ocorreu. O crime espalhou-se. JPP foi associado a isso, porque permitiu que isso ocorresse. Repara-se no que o próprio escreveu, em 17 de Setembro passado: “
Não tinha (…) dúvidas de que uma opinião pública mórbida, retrato do nosso atraso cultural, iria correr para lá a toda a velocidade, babar-se de uma curiosidade infecta, próxima do ressentimento social que é tão poderoso em Portugal, e é motivo profundo de tanta coisa. Nem sequer tem consciência de que, ao fazê-lo, dá sentido ao crime, torna o crime eficaz.”
4. Voltando às “
cartas anónimas que não se lêem, rasgam-se”. Obviamente que agora JPP já não tem margem para encher a boca com estas inflamadas e categóricas declarações “éticas”. Além do mais, as cartas anónimas são para ser lidas, jornalisticamente falando. Lidas e, se for caso disso, investigadas e, só depois, eventualmente, rasgadas. O anonimato pode ser uma marca de cobardia; mas também de legítimo receio devido a possíveis represálias.
5. As tentativas de JPP para desacreditar o MM foram sempre “temperadas” com afirmações salientando o carácter profissional e “insider” da operação, típica de serviços secretos, etc. Os autores do documento reivindicavam ser isso mesmo. Por outras palavras: ao contrário do quis
parecer, JPP ficou-se, quanto à desacreditação do Mentiroso, pelas meias-tintas.
6. É absolutamente impossível dizer-se, com inteira certeza, que há uma ligação de causa-efeito entre a sobrexposição dada por JPP ao Mentiroso (na SIC, domingo passado) e o respectivo esvaziamento.
7. Esta é a primeira vez que o Glória Fácil fala do assunto. É relevante (decisivo mesmo) o facto de o MM não estar “no ar”.
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