Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quinta-feira, janeiro 31

Durão nomeado para o Nobel da Paz

|| JPH, 15:20 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 29

Philip Agee, o traidor da CIA e Portugal (ii)

Li o livro de Agee (encontrado a preço módico na Barateira do Chiado) quando, em 1999-2000, andava a fazer uma investigação sobre as relações EUA-Portugal nos anos da revolução e que resultou em vários artigos para o jornal em que trabalhava, o DN.
Agee interessou-me. Um ex-agente com historial da CIA... Informação sobre as “acções” da “secreta” norte-americana eram ingredientes capazes de fazer salivar qualquer um. Engano. Agee expunha métodos usados noutros países que estariam a ser utilizados em Portugal.
Procurei um contacto do homem que, entretanto, “reapareceu” em Cuba – ia para lá, para o país de Fidel, apanhar sol. O antigo agente da Agência tinha agora uma agência… mas de viagens. Em Cuba. Era tentador. E o e-mail estava ali mesmo à mão.
Lá lhe escrevi. Disse ao que ia: perguntei o que sabia de missões “encobertas” e outros métodos da CIA? Poderíamos falar pelo telefone?
A resposta veio, horas depois, também por mail em que recusava o contacto telefónico numa linha: “Too many ears”.
Respondi de volta, sugerindo uma lista de perguntas a enviar (e responder) por mail. Resposta de Agee, um par de horas depois: “Too many people ‘reading’…” (As aspas e as reticências são dele…)
Sugeriu, por fim, que fosse a Cuba. Teria o maior prazer em falar comigo. Pessoalmente. “It´s sunny this time of the year”, sugeria ele.
Nunca fui.
|| Nuno Simas, 13:36 || link || (3) comments |

Philip Agee, o traidor da CIA e Portugal (i)

Philip Agee, o espião que traiu a CIA, morreu. Tinha 72 anos. José Cutileiro, no Expresso, traçou-lhe o perfil: “Ex-agente da CIA, em 1975 publicou um livro onde expunha a identidade de informadores e empresas de fachada [da CIA]. Demitira-se em 1969, declarando indignação moral”.
O artigo de Cutileiro é certeiro. A escrita tem música, como sempre, e revela sem rodeios o lado negro de Agee, acusado de ter sido o responsável pela “denúncia” do agente Richard Welsh, da secção da CIA em Atenas, assassinado pelo grupo “17 de Novembro”. Em 1969, ao deixar a “companhia”, Philip Agee justificou a saída com “indignação moral” com os processos da agência, envolvendo-se depois com serviços “inimigos”, como revelaram documentos da ex-URSS, embora o próprio tivesse negado esse “nevoeiro moral” (expressão de José Cutileiro). Para a CIA, Agee era o traidor, responsável pela divulgação do nome de agentes em várias partes do mundo.
Foi isso que fez quanto a Portugal, na famosa “A CIA em Portugal: Carta ao Povo Português”. Agee revelava moradas, por exemplo, da maioria, se não todos, dos funcionários norte-americanos e civis em Portugal – e eram, segundo dizia, quase 300... Na sua maioria militares. “Carta” e livro (traduzido e editado pela Moraes Editora, hoje esgotado) foram publicados em 1975, no meio da ebulição revolucionária. A “esquerda revolucionária” – Diniz de Almeida fê-lo – ou oficiais revolucionários como Varela Gomes, próximo de Vasco Gonçalves, utilizaram esses panfletos, antes e depois da "revolução" à portuguesa.
No livro, Agee pedia ao “povo português” que, uma vez identificados os “agentes” da CIA, estivesse preparado “para tomar a acção necessária para expulsá-los de Portugal”. “O ‘slogan’ FORA COM A CIA precisa de ser tornar uma realidade”. Logo a seguir, dava a receita do antídoto: “A estarrecedora presença militar americana em Portugal poderia bem acabar de vez. A única ‘ajuda’ e ‘assistência’ que um grupo militar americano pode dar agora a Portugal é como fazer uma contra-revolução”. Uma “contra-revolução”, entenda-se, contra a ofensiva da “reacção” (aspas minhas) da direita, dos militares e dos partidos à direita do PS e de Mário Soares.
|| Nuno Simas, 13:34 || link || (0) comments |

segunda-feira, janeiro 28

Mendes Bota, a PIDE e a ASAE

Mais um "post" que entra na classe dos "posts"... "importa-se de repetir?"

A ASAE tem prisões em Caxias, Limoeiro e Peniche para quem usar colheres de pau nos cafés e restaurantes;
A ASAE faz tortura do sono aos donos de cafés com as unhas sujas;
A ASAE tem escutas para ouvir os donos de restaurantes a combinar pôr galheteiros nas mesas;

Disse Mendes Bota:
“Salazar tinha a PIDE, agora temos uma ASAE, uma polícia que persegue os cidadãos e uma máquina fiscal que persegue as pequenas e médias empresas.”

Parece incrível, não é, mas o deputado Mendes Bota acha que a ASAE pode comparar-se à PIDE.
Aconselha-se vivamente a Mendes Bota que leia o livro “A História da PIDE”, de Irene Flunser Pimentel.

Enfim, o que a obsessão por um “soundbyte” faz a um político…
|| Nuno Simas, 18:55 || link || (0) comments |

sexta-feira, janeiro 25

Novo jantar-debate

O MIL (Movimento Informação é Liberdade) vai organizar um novo jantar-debate na próxima terça-feira, dia 29, no Solar do Gerês, em Lisboa (R. Carvalho Araújo nº110 A, junto à Alameda (ver mapa, é na rua onde está a setinha verde). Todos os jornalistas estão convidados a participar. Inscrições para o mail do costume: informacaoliberdade@gmail.com .


Ver mapa maior
|| JPH, 11:29 || link || (0) comments |

quarta-feira, janeiro 23

MIL legaliza-se

O MIL (Movimento Informação é Liberdade) vai iniciar um processo de legalização. A decisão foi tomada ontem, num jantar-debate em Lisboa. Na próxima terça-feira, em Lisboa, haverá nova reunião (em local a escolher) e as inscrições fazem-se para o mail do costume: informacaoliberdade@gmail.pt .
|| JPH, 19:55 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 22

O que espanta no PSD

é a espantosa quantidade de burrice que se vai acumulando naquela direcção. Isto já vem desde os tempos de Barroso mas a coisa piora todos os dias. Com Menezes todos os recordes de impreparação santanista estão, paulatinamente, a ser batidos. O homem:

1. Propõe um alinhamento dos comentadores nas TVs, inclusivamente privadas, como se fosse completamente normal que alguém candidato a primeiro-ministro o faça.

2. Chegou a dizer que numa eleição numa freguesia poderia servir de "cartão amarelo" ao Governo (e, azar, até perdeu).

3. Inicia uma intervenção sobre o "caso CGD/BCP", inteiramente legitima e até necessária, com o pior dos argumentos possíveis (que deu cabo de todos os outros que lhe seguiram), o de pedir a nomeação de um militante do PSD para o banco público.

4. E agora inicia mais uma sensacional cambalhota começando a defender descidas de impostos, como se a situação fosse hoje muito diferente do que era há quatro meses, quando defendia que os impostos não podiam baixar.

Pergunto-me: Menezes não ensaia os argumentos antes de os lançar publicamente? Ninguém o aconselha a estar calado quando se prepara para asneirar? Não há quem o controle? Não, pelos vistos não. Lamento informar: esta liderança do PSD morreu à nascença. Por culpa, exclusiva, do partido, todo ele, da base ao topo. Não me parece que seja um caso de brincadeira, muito pelo contrário. O país arrisca muito quando o partido no Governo, maioritário, fica todos os dias mais descontrolado na governação. O caso é sério.
|| JPH, 22:22 || link || (0) comments |

quarta-feira, janeiro 16

Decisões

O MIL (Movimento Informação é Liberdade), que nasceu no Verão passado na contestação ao novo Estatuto dos Jornalistas, reuniu ontem à noite, em Lisboa. Da reunião saíram três decisões:

1. Apelar a todos os jornalistas que inviabilizem a constituição da nova Comissão da Carteira Profissional, à qual o novo Estatuto dos Jornalistas atribuiu reforçados poderes de policiamento deontológico, quer recusando integrar esta estrutura quer recusando contribuir para a sua eleição.

2. Iniciar um processo de designação de representantes do MIL em todas as redacções do país.

3. Preparar um documento sobre as condições do exercício do jornalismo em Portugal, nomeadamente nos aspectos do acesso à profissão, acesso à informação, regulação deontológica e Direito da comunicação social.

Está convocado novo jantar-debate para a próxima terça-feira, dia 22, às 21h00, no mesmo sítio: Hotel Marriott (antigo Penta), em Lisboa. Estão convidados todos os jornalistas. Inscrições para o mail informacaoliberdade@gmail.com
|| JPH, 18:30 || link || (0) comments |

terça-feira, janeiro 15

É hoje, é hoje

Todos os jornalistas estão convidados a participar num jantar-debate sobre auto regulação, hoje às 21h00 na sala Genéve do Hotel Marriott (antigo Penta), em Lisboa. Mário Bettencourt Resendes, porta-voz do MIL (Movimento Informação é Liberdade), será o pivot da discussão. Apareçam ou deixem que a ERC e o Governo decidam tudo.
|| JPH, 14:50 || link || (0) comments |

sábado, janeiro 12

O dramático problema do broche de pino

Por Luiz Pacheco, autor, editor (1925-2008)

Era verdade, era! Um gajo fica deitado na cama. E a gaja faz-lhe o broche. Até aí, é como o outro. É trivial. Mas de repente é de pino: a cama está
encostada à parede, ela faz o pino, abocanha, apoia os pés na parede, está para
ali a funcionar e um gajo à espera que ela de repente caia, porque tem uma mão
apoiada na cama. Um gajo, se pensa, começa a ver o perigo que aquilo é. Se ela,
de repente, se chateia, perde o equilíbrio, e lá vai… Mas isto são coisas que
saem, porque um tipo não está a fazer pose.
[Mais aqui]
|| JPH, 19:18 || link || (20) comments |

terça-feira, janeiro 8

D. Maurílio de Gouveia...

... foi um bispo (arcebispo, em rigor) muito político.
É amigo pessoal de dois líderes políticos dos anos 90 - António Guterres, do PS, e Marcelo Rebelo de Sousa, do PSD.
Conta-se, fontes dos dois partidos, que terá sido ele a ter grande influência sobre Guterres, num almoço com Marcelo, para a realização do primeiro referendo sobre o aborto.
De Évora, despede-se com uma declaração política, citado pela Lusa:

"(...) O poder político 'deve empenhar-se para que o Alentejo se integre mais dignamente no todo nacional' para que o país possa progredir de forma sustentada".
|| Nuno Simas, 14:38 || link || (0) comments |

segunda-feira, janeiro 7

Jornalismo, jornalistas


Para felicidade de muita gente,, os jornalistas portugueses estão a ter alguma dificuldade em juntar-se à volta de uma mesa e conversar sobre um assunto difícil: auto-regulação.

No Verão passado, quando se tentou mobilizar a classe (sim, isto é uma classe, uma classe profissional, como várias outras) para contestar o novo Estatuto dos Jornalistas a resposta foi, algo surpreendemente - para mim, pelo menos, que participei nesse esforço - positiva. Mobilizaram-se centenas de assinaturas em pouco tempo, fez-se chegar o protesto onde devia ter chegado e isso teve um resultado: a lei aprovada acabou por não ser exactamente aquela que o Governo queria aprovar. Um pequenino passo que prova que às vezes as mobilizações de conjunto têm algum efeito.
Mas, vendo à distância, percebe-se a razão da adesão: é relativamente fácil estar contra. Acontece que esse estar contra da altura impõe, agora, que se construa uma solução alternativa à que vigora. A que vigora é muito simples: um órgão político-administrativo chamado Comissão da Carteira tem a possibilidade de sancionar jornalistas por incumprimentos deontológicos.
O tema é, portanto, muito chato: queremos ou não ser um bocadinho responsáveis por nós mesmos? E, além do mais, divide. Divide muito, divide à séria, expõe quem acha A ou quem acha B. Para muitos de nós, jornalistas, se calhar o melhor mesmo é estar quieto e ficar à espera. A pergunta é esta que o Francisco José Viegas aqui fez: como será a democracia sem jornalismo?
Foi convocado para 15 deste mês, em Lisboa, um jantar de jornalistas que quer discutir a auto-regulação. As inscrições são para o mail informacaoliberdade@gmail.com . O "pivot" da discussão será o Mário Bettencourt Resendes.
Estão à espera de quê? Que seja o Governo a promover a discussão? Ou a ERC?
|| JPH, 15:58 || link || (0) comments |

Luiz, o Pacheco (vi)

Eu dizia que era tudo menos consensual.

Leia-se pauloquerido.net - "Lá de despachou finalmente, coitado, o Pacheco"

Como figurão, deixava muito a desejar. Conheci malditos de calibre grosso, alguns nos mesmos tascos. Nada a ver.
|| Nuno Simas, 11:45 || link || (0) comments |

domingo, janeiro 6

Pacheco, o Luiz (v)

O que diria "o" Pacheco se lesse estes "posts"?
Talvez dissesse: "Este gajo, pá... Que lamechice..."
|| Nuno Simas, 03:46 || link || (0) comments |

Pacheco, o Luiz (iv)

"O" Pacheco era tudo menos consensual - suscitava ódios.
Basta lembrar as acusações de plágio a Fernando Namora...
Não sei se a morte não apagará esse traço de um homem de que quem disseram que era "um paradoxo com duas pernas".
Enfim, todos o somos.
Mas "o" Pacheco era mais.
Muito mais.
Por isso era admirado.
E cidadãos existiam que o não podiam ver à frente.
|| Nuno Simas, 03:44 || link || (0) comments |

Pacheco, o Luiz (iii)

Uma pessoa como "o" Pacheco, tal como "o" aprendi a ler, a conhecer, dificilmente teria "existência" hoje, num mundo como este.
Um mundo em que dificilmente seria autorizado pelos seguranças fardados a ultrapassar a recepção da redacção de um jornal para ir lá dentro cobrar "impostos culturais" ou "cravar" dinheiro aos amigos como acontecia nos anos 60 ou 70.
Um "mundo" em que o ex-patrão da TVI, Paes do Amaral, tenta monopolizar a edição em Portugal.
É bom que se saiba.
"O" Pacheco ajudou a revelar ao mundo Cesariny, Herberto, Natália, António Maria Lisboa na sua Contraponto, numa altura em que os intelectuais se juntavam no Café Gelo (que já não existe) ou em que o editor vendia por antecipação os livros aos potenciais leitores.
Sem grandes "massas" ou jogos de acções em empresas.
|| Nuno Simas, 03:38 || link || (0) comments |

Pacheco, o Luiz (ii)

O Pacheco era uma pessoa singular.
Um personagem de um dos seus escritos, quase de ficção nos dias de hoje.
Quem escreveria uma ficção autobiográfica de um dia de bebedeira em Braga a passear a idolátrica e o desejo por pilas de magalas em casas de banho públicas?
Ou descrever, literariamente, uma cama com mulher e filhos, uma cama onde mal cabiam todas as crianças, bebés e a lascívia pela mulher, uma adolescente (?), em "A Comunidade"?
|| Nuno Simas, 03:16 || link || (0) comments |

Pacheco, Luiz (ii)

A notícia, da Lusa, não dá pormenores sobre a morte do Pacheco.
Pergunto-me se morreu a sorrir, detrás dos óculos espessos, debaixo de um riso de escárnio.
Tinha 82 anos.
Mas acho que "viveu", pelo menos, 164.
Senão mesmo mais.
|| Nuno Simas, 03:10 || link || (0) comments |

Pacheco, o Luiz (i)

Escrevi, a despropósito, sobre o Pacheco a 13 de Novembro de 2003

Pacheco, Luiz Pacheco, é, dizem, um libertino. Um escritor maldito, dizem. O próprio berra, grita que não. Também o escreveu, em Literatura Comestível (1972). «Raios afundem [os que], por ternura de simpatia, escárnio maldoso ou parvoíce me chamam escritor maldito».
Tem uma língua afiada. Palavras que, se fossem facas, matavam (isto é uma figura de estilo...). Quando não gosta de alguém, chega a ser violento, brutal. Que o diga Saramago. Dá-se ao trabalho de comparar textos para concluir que alguém plagiou outro alguém. Mas quando gosta de alguém, gosta e elogia. Que o diga Pedro Paixão.
Luiz Pacheco também foi editor. Editou livros de Cesariny, Herberto Helder – dois dos maiores poetas portugueses (felizmente) vivos. Teve uma vida atribulada. Passeou por Braga, a Idolátrica, o seu esplendor. Viveu com raparigas (alguma delas menores). Casou com elas. Ensinou-lhes a escrever. Fez filhos. Muitos.
Cruzei-me com ele, há alguns anos, em Setúbal. Vestia umas calças curtas, sapatos largos.
Andava na rua, apressado, passo largo, com um saco de plástico na mão. Lá dentro tinha as bombas para a asma. Trocámos umas palavras ocasionais num café. Pacheco atirou a uma amiga minha: «Ó fulana, tás cá com um pernão!...» Sem ofensas. Eram velhos conhecidos.
Um colega (velho jornalista) contou-me que, no tempo do grupo do Café Gelo, Luiz Pacheco aparecia a cravar umas moedas: ora era para um imposto cultural, ora para venda antecipada de livros. Um dia chegou com uns sapatos velhos e gastos. Alguém lhe quis oferecer uns sapatos e perguntou que número calçava. Pacheco, habituado a usar o que lhe dava jeito, deu uma resposta singular: «Calço tamanho universal.»
De Pacheco, Luiz, reproduzo um parágrafo de "Comunidade". O texto é de uma crueldade terna: «Quando a dor no peito me oprime, corre o ombro, o braço esquerdo, surge nas costas, tumifica a carótida e dá-lhe um calor que não gosto; quando a respiração se acelera em busca de uma lufada que a renasça, o medo da morte da morte afinal se escancara (medo-mor, tamanha injustiça, torpeza infinita), aperto a mão da Irene, a sua mão débil e branca. Quero acordá-la. E digo: «Não me deixes morrer, não deixes...». Penso para comigo, repito para me convencer: «Esta pequena mão, âncora de carne em vida, estas amarras suas veias artérias palpitantes, este peso dum corpo e este calor, não me deixarão partir ainda...» E aperto-lhe a mão com força, e acabo às vezes por adormecer assim, quase confiante, agarrado à sua vida. Ah, são as mulheres que nos prendem à terra, a velha terra-mãe, eu sei, eu sei! São aquelas que nos salvam do silêncio implacável, do esquecimento definitivo, elas que nos transportam ao futuro, à imortalidade na espécie (nem teremos outra) pelo fruto bendito do seu ventre (eu sei, eu sei...).»

Mas Pacheco é mesmo um escritor maldito. Na Net, pelo menos. O Google tem apenas três ou quatro referências ao Homem.
|| Nuno Simas, 03:04 || link || (0) comments |

Pacheco, Luiz (i)

A notícia chegou, subitamente, às o1:08.
O António, do Atlântico Expresso, enviou-me um sms: "O Pacheco morreu..."
Com reticências.
Só podia ser "o" Pacheco.

Tristeza!
|| Nuno Simas, 02:58 || link || (0) comments |