Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quarta-feira, fevereiro 27

PSD: Uma história que vai acabar muito pior do que se imagina


Da entrevista de ontem na SIC-Notícias, os jornalistas conseguiram "espremer" uma única novidade: se for primeiro-ministro, Luís Filipe Menezes irá retirar a publicidade da RTP.
Quer dizer:

1. Num momento em que o Governo tenta por todos os meios ao seu alcance vender uma realidade falseada do país (garantindo, por exemplo, que está no bom caminho para cumprir a promessa dos 150 mil novos postos de trabalho quando se sabe que o desemprego atingiu níveis inéditos) ;

2. Quando o pior da especulação bolsista já atingiu bens de primeira necessidade (o pão, cujo preço não pára de aumentar), impondo intervenções governamentais que não deviam ser necessárias;

3. Quando todos os meses milhares de famílias se sentem cada vez mais apertadas por aumentos sucessivos das prestações do crédito à habitação;

4. Quando o Governo consegue encolher a administração pública em 40 mil funcionários sem que, ao mesmo tempo, encolha o que cada um de nós paga ao Estado todos os dias através dos impostos;

Quer dizer: quando tudo isto acontece, tudo o que o líder do maior partido da oposição tem para dizer é que vai tirar a publicidade da RTP? Se Menezes queria dar esta prendinha ao dr. Balsemão, não podia tê-lo num tête-à-tête privado? Será que ele, como Sócrates, também vive noutro país que não este que se chama Portugal?

Isto é literalmente de perder a cabeça. Dói o estado de burrice galopante que tomou conta da liderança do PSD. O que, repito, é grave, é mesmo gravíssimo. O país precisa desesperadamente que o maior partido da oposição de constitua como efectiva alternativa (fiável, credível) à maioria socialista. Com Menezes não vai lá. Este "caso PSD" tem todos os ingredientes para acabar muito mal. Muito pior do que se imagina.

PS. Ah, e grande parte da conversa foi à volta dos "comentadores" das TVs, de José Pacheco Pereira, da urgência enorme (que o país em coro exige, como se sabe) da Televisão Digital Terrestre, do Santana Lopes e da necessidade de regressar o financiamento privado dos partidos (para a Somague não ter de pagar pela porta do cavalo, presume-se) e mais uma série de coisas para as quais 99,99999999999999 por cento dos portugueses se estão completamente nas tintas.
|| JPH, 13:39 || link || (1) comments |

sábado, fevereiro 9

Tempo de pedalar

Entre as 180 medidas do Simplex para 2008, encontra-se esta:


PORTAL DOS ANÚNCIOS PÚBLICOS Agregar, num único sítio na internet, de acesso universal e gratuito para todos os cidadãos e empresas, a edição de anúncios de natureza
pública. Assegurar que a informação é divulgada de forma sistematizada, para permitir a consulta de cada anúncio, tanto por entidade emitente como por data ou assunto.



Diz o Governo que o Estado poupará dez milhões de euros/ano com esta medida e os cidadãos e as empresas dois milhões.
Esta medida implicará perdas importantes na imprensa escrita nacional (nuns jornais mais do que noutros). E portanto já imagino administradores a tentarem convencer o Governo a deixar-se de ideias, sabe-se lá em troca de quê. E imagino também o choradinho habitual daqueles jornalistas que puxam da pistola quando ouvem falar em economia de mercado e para quem não há independência como a independência financiada pelo Estado.
Pois se o fizerem - fazem mal. Os jornalistas não podem deixar de saudar como positiva uma medida que implicará, necessariamente, mais independência dos jornais face ao poder económico do Estado (que é sempre o poder político do Governo em exercício). Com esta medida, estarão a chegar aos jornais tempos (ainda) mais dificeis? Sim, claro. E então, o que fazer? Pedalemos, pois então.
|| JPH, 21:13 || link || (8) comments |

sábado, fevereiro 2

Sócrates e a palmatória (ii)

O último primeiro-ministro a quem ouvi dizer que compreendia os portugueses foi Durão Barroso, em Junho de 2004, quando os eleitores obsequiaram o PSD e o CDS (no poder) com uma derrota nas eleições europeias.
Passados uns meses, deixou Lisboa em maus lençóis e foi para presidente da comissão europeia.
E o PSD perdeu as eleições com Santana Lopes, que ajudou bastante à derrota.
Enfim, mas o PS tem maioria absoluta – ainda que em seríssimo processo de desgaste.
Mais do que remodelado, o Governo anda recauchutado...
|| Nuno Simas, 16:33 || link || (1) comments |

Sócrates e a palmatória (i)

O passado de Sócrates caiu-lhe em cima no final de uma semana em que – coisa inédita!, coisa inaudita! – deu a mão à palmatória.
Ao dizer que “concordava” com o ministro da Saúde que o melhor era mesmo ele sair do Governo.
(Ou quando o convenceu a estar convencido de que o melhor era convencer-se que o melhor era sair...)
Que “compreendia as pessoas”, disse José Sócrates.
|| Nuno Simas, 16:29 || link || (0) comments |

Sócrates e Público (iii)

O problema é que este caso Sócrates-Público tem um fundo moral.
|| Nuno Simas, 16:28 || link || (0) comments |

Sócrates e Público (ii)

No meio disto, José Manuel Fernandes, o director do Público, ainda se arrisca a ser guindado, elevado à condição de líder da oposição – o que também não será lá muito saudável numa democracia...
Ou será?
|| Nuno Simas, 16:27 || link || (0) comments |

Sócrates e Público (i)

Os dois, três últimos dias provaram que José Sócrates encara a sua polémica com o Público como um “caso” político – só assim se entende que nem ele nem o gabinete do primeiro-ministro digam se vão processar o Público.
Ainda que, como diz (e bem!) Pacheco Pereira, o que o jornal fez “foi jornalismo puro”.
|| Nuno Simas, 16:26 || link || (1) comments |