Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

domingo, outubro 31

A partir de uma dica de Javier Marías

O livro "A vida e opiniões de Tristram Shandy", de Lawrence Sterne (Antígona, excelente e premiada tradução de Manuel Portela) vai ser adaptado ao cinema, estando a sua estreia prevista para meados do próximo ano.
O filme será certamente uma surpresa. Quanto mais não seja pelos nomes envolvidos nesta adaptação. Senão vejamos: o realizador é Michael Winterbottom ("24 Hour Party People", lembram-se?), que conta com a colaboração de Frank Cottrell Boyce na elaboração do argumento. Depois há os actores: Gillian Anderson (a agente dos "Ficheiros Secretos"), Steve Coogan ( actor fétiche de Winterbottom), Stephen Fry e Jeremy Northam, entre outros.
Sobre esta notícia escreveu ontem Marías na sua crónica dominical do EPS: "Me entero hoy de que se está rodando una película basada en Tristram Shandy, algo en verdad sorprendente en un mundo que lo cuenta todo a toda prisa y sin entretenerse, sin duda para poder olvidar lo contado a toda prisa también".
|| mjo, 19:27 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 29

Dia de finados

Segunda-feira é Dia de Finados. A CNE espera, se a meteorologia ajudar, grande afluência às urnas.
|| JPH, 20:42 || link || (1) comments |

Right & Left

Também aqui
|| mjo, 19:56 || link || (0) comments |

Alerta de roubo

Passei horas e horas sentado num bar, ontem à noite, a rabiscar 'postes' num papelinho. Quando paguei e saí,esqueci-me lá do papelinho. Voltei atrás e já lá não estava - alguém de uma mesa ao lado o roubou. Fiquei caladinho - não fazia sentido passar revista à sala toda.

A estas horas, se calhar, algum(a) escriba brilha na blogosfera com os textos que me surripiou. Espero é que me faça o favor de não ser honesto(a) ao ponto de lhes atribuir a sua verdadeira autoria (a minha). Não eram para publicar. Não podiam ser, nunca - ou pelo menos enquanto eu viver neste país.
|| JPH, 15:26 || link || (0) comments |

Sporting/Desastres

O Martim queixa-se amargamente do passivo do seu Sporting, 84 milhões de contos (fónix!). E remata assim:
"Ao contrário daqueles que perante as câmaras de tv dão a tradicional resposta do «não tenho palavras para descrever», eu tenho-as. Melhor, tenho uma: DESASTRE."

Como amigo, sugiro a reescrita da frase:
"Ao contrário daqueles que perante as câmaras de tv dão a tradicional resposta do «não tenho palavras para descrever», eu tenho-as. Melhor, tenho uma: SPORTING".
Se reparares, Martim, o conteúdo é o mesmo. Só que tem mais força. Sendo ainda, de certa forma, mais rigoroso.
|| JPH, 15:01 || link || (0) comments |

Ainda Guilherme Silva

Parece que o líder parlamentar do PSD ficou muito chateado pelo facto de ontem nenhum 'media' (ou quase nenhum) ter ligado pevide a uma sua conferência de imprensa sobre o OE/2005 onde anunciou, literalmente, que iam fazer "várias coisas em vários distritos". O doutor Guilherme Silva tem de ser compreensivo: o tempo de antena disponível é limitado. Não cabem lá todos os disparates que a maioria vai produzindo, só os mais relevantes. O seu ficou de fora, demérito seu. Esmere-se.
|| JPH, 13:31 || link || (0) comments |

O Governo, a maioria e a TSF

Estive a ouvir o senhor doutor Guilherme Silva, líder parlamentar do PSD, no Forum da TSF. Com muita atenção, por várias razões. Ficou-me...
Uma suspeita: de que na distribuição dos 'media' a pressionar/condicionar/censurar (Santana/SIC, Gomes da Silva/TVI, Morais Sarmento/RTP), foi-lhe atribuída aquela rádio (e talvez, ainda não sei, as outras, ou seja a Antena 1 e a Renascença).
e...
Uma certeza: Lá (na Madeira) como cá (no continente) Guilherme Silva não engana ninguém e mantém-se fiel à tarefa onde sempre ancorou a sua ascenção política: ser a voz do dono. Lá repete as imbecilidades de Jardim. Cá, em estreita colaboração com Santana Lopes, vai-se mostrando inexcedível na empolgante tarefa de arrastar o PSD nacional para os níveis do PS da Madeira. Está quase, não desista.
e...
Outra certeza: na justificação do líder parlamentar do PSD para o gigantesco tombo do seu partido revelado pela sondagem de hoje TSF/DN, foi batido um novo recorde na avestruziana arte de enfiar a cabeça na areia (ver 'post' O anonimato canalha...).
e, finalmente...
Uma alegria: a maioria governamental não é toda igual, como nenhum partido é todo igual. Há gente com nível e gente sem nível. Confortou-me, por isso, ouvir João Rebelo (CDS/PP) logo a seguir, no mesmo fórum. Criticou a credibilidade da sondagem no que toca aos resultados do seu partido - só do seu, note-se -, sustentou bem as suas razões e, sobretudo, fê-lo educadamente.

PS - A diferença entre Guilherme Silva e João Rebelo revelada no Forum da TSF, somada a inúmeros outros episódios, faz-me começar a concordar com a direcção do CDS/PP quando argumenta que as perdas na coligação não são culpa sua, são culpa do partido "grande", o PSD. Quando o CDS/PP ensaiou este argumento, no pós-europeias, achei que não tinha razão (e continuo a achar que, nessa altura, não tinha razão). Agora, no pós-barrosismo e em pleno santanismo, começo a achar que, de facto, quem subtrai na coligação é o partido "grande" e não o pequeno. Suspeito que isto é o que mais angustia provoca nas pessoas sérias do PSD. Paulo Portas, pelo seu lado, deve esfregar as mãos de contente. Ao lado de Santana até parece um estadista.
|| JPH, 13:29 || link || (0) comments |

A LER

O excelente 'post' do Rui em que se explica a valorização das acções da Media Capital após o afastamento de Marcelo. É uma análise nova, enriquecedora e, sobretudo, esclarecedora, do porquê deste episódio.
|| JPH, 13:23 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 28

O anonimato canalha...

...lá vai fazendo o seu caminho. Depois da GLQL, grande expoente na matéria, chegou a vez de O Acidental alinhar na coisa, pela voz de um suposto leitor que se assina Cícero. São confortáveis os "leitores" que assinam pequenas pulhices com pseudónimos. Pondero, eu próprio, escrever umas coisas assim, assinar Aristóteles - ou mesmo Sócrates, porque não?, seria pelo menos uma originalidade, ter um Sócrates a assinar o que quer que seja -, enviar para o meu próprio blogue e depois publicar, com o cómodo título de Correio dos Leitores.

À pala do tal de "Sócrates" até poderia comentar o post onde Paulo Pinto Mascarenhas (PPM) garantiu que "ninguém realmente acredita" no que Marcelo Rebelo de Sousa disse na AACS. Diria o meu pseudónimo (ele, eu não) que a cabeça de PPM foi vista há horas a irromper de um buraco num descampado em Aukland, Nova Zelândia. E que se bateu um novo recorde na avestruziana arte de enfiar a cabeça na areia.
|| JPH, 15:53 || link || (10) comments |

Incompetências e meias verdades

Aqui há tempos, comentando no Abrupto o depoimento do ministro Rui Gomes da Silva na AACS, José Pacheco Pereira insinuou a incompetência dos jornalistas que relataram a reunião (que não foi transmitida em directo): "Ou os jornalistas estão a fazer mau trabalho ou a Alta Autoridade não sabe ou não quer conduzir um inquérito sério."
Ontem, depois de ouvir Marcelo no mesmo organismo, Pacheco Pereira lá percebeu, finalmente, quem foi e quem não foi incompetente: "Não sei que diga da Alta Autoridade. Em vez de perguntar sobre factos, pede opiniões, o que de todo não nos interessa neste caso. Permite aos seus inquiridos dominar o palco de um inquérito e mostra uma completa falta de direcção e uma total inadequação para a função. Será que ninguém lhes lembra que é um inquérito que está em curso e com importantes consequências políticas e não um ensaio faceto."
Esqueceu-se, evidentemente, de acrescentar: "Ontem, depois de ter visto a forma como a AACS 'conduziu' o 'inquérito' a Marcelo, tornou-se-me evidente que não tive razão ao admitir que os jornalistas fizeram um 'mau trabalho' no relato do depoimento do ministro Gomes da Silva."
A má-fé convive mal com a humildade. Ou melhor: não convive de todo.

PS - Seja como for, estou de acordo com o essencial: a incompetência da AACS na "condução" dos trabalhos. Segui Marcelo pela televisão e foram várias as ocasiões em me apeteceu destruir o aparelho. Deviam pôr profissionais a conduzir o depoimento. Uma conferência de imprensa bem organizada e livre de constrangimentos de tempo teria sido mil vezes mais esclarecedora.
|| JPH, 11:37 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 27

Fontes relativamente seguras...

...garantem-me que a AACS está a ter muitas dificuldades em convencer o prof. Marcelo a não levar hoje à tarde para o seu depoimento os livros todos que lhe ofereceram desde que deixou a TVI. O prof. insistia em mostrá-los (à velocidade supersónica que se conhece) "porque o povo gosta". As mesmas fontes asseguram também que só a muito custo é que conseguiram persuadir Marcelo a permitir que lhe façam perguntas

- Não estou habituado, o que é que querem...

argumentava o prof. Também soubémos que foi decido impedir um qualquer "pivot" da TVI de moderar a reunião, apesar das exigências que Marcelo fez.
|| JPH, 13:07 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 26

Updike sobre Salinger

"The refusal to rest content, the willingness to risk excess on behalf of one’s obsessions, is what distinguishes artists from entertainers, and what makes some artists adventurers on behalf of us all"
|| mjo, 17:41 || link || (0) comments |

O arquitecto Saraiva...

...como de costume não percebeu nada. Nada de nada, mesmo - para variar. Acabo de o ouvir à saída da AACS a queixar-se da "fragilidade do poder político", que para ele é o "problema mais grave que a sociedade portuguesa enfrenta".
Caro arquitecto, eu explico-lhe: o problema é justamente o oposto. O problema é que o "poder político" ainda tem muito poder e todo esse poder, quando mal usado, não só é muito como até é demais. Foi o que aconteceu no caso Marcelo/TVI.
Eu faço-lhe o boneco: o PM ouve o Marcelo a dizer que este Governo é "pior que o pior" do Guterres, passa-se dos carretos, atirar com o copo contra a parede e berra para quem o quer ouvir:
- Ou me calam aquela gajo ou não há nada para a TVI!
e quando diz "nada" quer dizer, na verdade, tudo (canais na TV cabo, TV digital terrestre, o diabo a quatro).
E depois esta irritação vai fazendo o seu caminho até que o engº Paes do Amaral convida o prof. para um jantar para falarem de "negócios" (porque de facto eram só "negócios" que estavam em causa, nada mais). Simples, não acha? Sim, as coisas são simples. Terrivelmente simples.
|| JPH, 15:10 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 21

Antecipação do Inimigo Público

O Inimigo Público sai amanhã. Posso desde já antecipar alguns dos títulos:

- Gabinete de Santana desmente sesta do primeiro-ministro
- Gomes da Silva denuncia cabala Expresso/Público/Marcelo-TVI
- Santana quer profs. desempregados a assessorar tribunais
- Ministro da Agricultura deu entrevista à "Quinta das Celebridades"
|| JPH, 16:13 || link || (0) comments |

Sadismo

Tenho aqui um amigo junto a mim tristíssimo porque o Vasco Pulido Valente deixou de ser cronista do DN. Está mesmo inconsolável, o rapaz. Eu não sei o que faça. Até porque quanto mais triste ele fica mais eu me rio.
|| JPH, 15:04 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 20

Soflusa: 'Post' ligeiramente populista...(II)

Segundo li no farol da imprensa ocidental, o problema afinal não é só dos catamarãs: é dos pontões do terreiro do Paço, que já deviam ter substituídos (os novos estão prontos) mas não foram por causa das obras do metro. Os catamarãs, esses, são muito frágeis, e com o rio alteroso, não aguentam os embates contra o cais.
Nada disto invalida o que escrevi no 'post' anterior: os responsáveis (gestores e/ou políticos) deviam ser obrigados a fazer a travessia do Tejo no meio do povo. E levar um letreiro pendurado no pescoço a dizer Desculpem qualquer coisinha... ou outra coisa do género. Aí aprenderiam o que é atravessar o Tejo a nado.

PS - Esta história permite, por outro lado, elocubrações sobre a enorme distância entre os decisores e aqueles sobre quem "desabam" as suas decisões. Já ouvi um ex-ministro dizer que só se tinha apercebido dos graves problemas do Serviço Nacional de Saúde depois de ter estado internado num hospital público; e um outro a dizer-me, depois de ter estado preso (imaginem quem é...) que não imaginava que o sistema prisional "fosse assim" (mau, desumano, etc). Pergunta: é preciso, para ser ministro, ter-se estado internado num hospital público para saber a miséria de serviço com que os utentes são, muitas vezes, presenteados? É preciso ser ex-recluso para ser ministro da Justiça? Não, claro. O que é preciso é tentar nunca perder a ideia de que se vive em comunidade e do que é viver nessa comunidade. Quandos os decisores só o querem ser decisores porque isso lhes possibilita, acima de tudo, o conforto de viverem num outro mundo fora daquele onde toda a gente vive então temos, evidentemente, o "caso Soflusa" e muitos outros semelhantes.
|| JPH, 14:43 || link || (0) comments |

SOFLUSA: 'Post' ligeiramente populista mas ele há coisas que me passam dos carretos

Sendo velejador por afinidade parental aprendi há muito algo muito simples: um barco multicasco (catamarã, trimarã) é mais perigoso num mar agitado do que um monocasco. E um multicasco de fibra – isto é, muito leve – é ainda mais perigoso, precisamente devido à sua leveza. Eu sei disto e toda a gente que, por dever de ofício, tem de perceber um bocadinho de mar, também sabe. E nem é preciso ser velejador, basta ser marinheiro.
Infelizmente na administração da SOFLUSA tal verdade elementar parece ser desconhecida. Não são marinheiros (não tinham que ser, aliás) mas, sobretudo, não querem saber para nada do que lhes podem dizer as pessoas avisadas. Resumindo: Cada vez que o Tejo se agita mais um bocadinho são cortadas as carreiras para o Barreiro nos lindos catamarãs da empresa. E volta tudo ao velho cacilheiro.
Ora isto é indigno. Obriga milhares de pessoas, nesses dias, a esperar horas infindas para chegar ao outro lado do rio. Torna a travessia num inferno e o acordar no dia seguinte um outro inferno porque já se antecipa novo inferno. Causa danos no rendimento laboral e logo no rendimento dos sítios onde essas pessoas trabalham. Afecta a vida económica mas, sobretudo – é o que mais me chateia – rebenta com a vida pessoal e familiar de cada um. Um homem ou uma mulher (ou um casal) que tenha de viver este horror diário não pode de modo algum ser feliz. E quem não é feliz raramente faz os outros felizes.
A mim – que sou automóvel-dependente (percebem agora porquê?) – este tipo de merdas dá-me logo vontade de passar à luta armada. Não o podendo fazer (posso ser preso) gostaria, pelo menos, que os responsáveis por esta situação (gestores ou políticos ou ambos) fossem, pelo menos, seriamente penalizados pela porcaria que fizeram.
Como? Podiam obrigá-los a sofrer o calvário diário dos milhares que usam aqueles serviços. E com um letreiro pendurado ao pescoço a dizer: “Fui eu que comprei os catamarãs”. Aí saberiam o que é atravessar o Tejo…a nado. Era o mínimo.
|| JPH, 13:08 || link

terça-feira, outubro 19

Alerta, alerta - JPP disse uma piada

Em mais um 'post' astronómico, José Pacheco Pereira quebrou a sua regra nº 1: "Nunca terás qualquer espécie de graça nem te atreverás a tal, pois que o humor é uma manifestação de ignorância e pobreza de espírito". É verdade! Foi publicada no Abrupto uma pequena laracha. Falando da "Deep Impact" (uma sonda espacial), JPP esclareceu: "que não é um filme pornográfico". Repararam na subtileza? "Deep Impact", filme pornográfico...entenderam?, estareis a tentar visualizar? Por mim, estou de rastos. Desta é que não estava à espera.
|| JPH, 19:28 || link || (0) comments |

Um 'post' pessoal

Tenho aprendido, por estes dias, novos significados para o sentido da vida!
|| Nuno Simas, 13:48 || link || (0) comments |

Outra vez a cabala

Parece que há uma nova cabala na vida política. Tudo por causa do professor criador de factos políticos, denunciada pelo ministro Rui Gomes da Silva.

TVI/Marcelo: Gomes da Silva sugere cabala Expresso/Público/Marcelo

Lisboa, 19 Out (Lusa) - O ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, sugeriu hoje a existência de uma cabala contra o Governo entre o semanário Expresso, o jornal Público e o ex-comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa.
Ouvido hoje de manhã pela Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) a propósito das declarações que proferiu dois dias antes da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI, Rui Gomes da Silva negou qualquer relação causal entre os dois acontecimentos.
O ministro dos Assuntos Parlamentares rejeitou também que as suas afirmações tenham constituído, intencionalmente ou não, qualquer forma de pressão sobre a TVI, apesar de admitir que gostaria que aquela estação de televisão passasse a incluir comentadores com outras opiniões.
"O que o Expresso trazia ao sábado era, no dia seguinte, glosado no Público, e Marcelo Rebelo de Sousa domingo à noite desenvolvia o tema", disse Rui Gomes da Silva, queixando-se de afirmações "falsas" e "constantemente negativas" por parte do ex- presidente do PSD em relação à actuação do Governo.
Questionado pela AACS sobre se estava a referir-se a "um conluio ou a uma cabala", o ministro respondeu que "as cabalas existem independentemente da vontade subjectiva de as constituir". "Eu posso entender que há...", acrescentou.

Viva! Vai ser uma tarde animada na blogosfera!
|| Nuno Simas, 13:15 || link || (0) comments |

segunda-feira, outubro 18

A sesta - alerta, alerta!

Rapaziada, isto está-se a complicar! Posso garantir que neste momento está em curso uma operação de controlo governamental do nosso querido "Inimigo Público". É verdade! Segundo consegui apurar (em lume brando) o director do Inimigo, Luís Pedro Nunes, poderá dentro de dias ou mesmo horas, quem sabe minutos, ser substituído por Ana Costa Almeida, a chefe de gabinete do PM que desmentiu ao "Expresso" a notícia de que Santana dormira uma sesta entre um debate parlamentar e uma incursão à Moda Lisboa.
Já averiguei junto de um administrador do Inimigo, que confirmou. Desmentiu no entanto que tal substituição pudesse ser interpretada como uma operação de controlo governamental. "Ó pá, deixa-te de coisas [ele não disse 'coisas' mas enfim, percebem], não tem nada a ver com isso. O que se passa é que a malta descobriu na senhora um talento para a escrita humorística infinitamente superior ao do Luís Pedro. Capicce?", disse-me a tal fonte. Fiquei sem resposta, confesso.
|| JPH, 18:22 || link || (2) comments |

A sesta - "The untold story" (II)

Mário Soares está divertidíssimo com o (já denominado internacionalmente) por "caso da sesta". Ontem confessou a um amigo:

- Isto é óptimo...quem não dorme sestas não chega a Presidente!

- Então e o Sampaio? Ele não dorme sestas...

- Pois não! E achas que chegou a Presidente???

- ... (Risos)
|| JPH, 16:07 || link || (0) comments |

Sesta - "The untold story"

Segundo fontes que não posso identificar, mas que genericamente designo de fontes FQECSEOAOEIPM (Fontes Que Eu Cá Sei E Ou Acreditam Ou Então Ide Passear Macacos) o primeiro-ministro ficou algo preocupado pelo facto de o chamado "desmentido da sesta" ter provocado a galhofa nacional - além de dar matéria para pelo menos duas dúzias de episódios do Contra-Informação e uma edição especial do "Inimigo Público".

O primeiro-ministro preparava-se para ir fazer queixas ao PR - como fez no episódio do macaco Adriano, do Big Show Sic - mas já não vai porque percebeu ter nessa altura ficado "ligeiramente mal" (Santana dixit) na fotografia e não quer repetir a brincadeira.

Agora - segundo as minhas FQECSEOAOEIPM - Santana Lopes prepara-se para emitir um desmentido do desmentido.Ou seja, vai dizer que a sua chefe de gabinete actuou por conta própria, sem lhe dar cavaco. E que a questão das sestas "é do domínio exclusivo da sua vida privada", o que o leva a não esclarecer se a dormiu ou não.

As tais FQECSEOAOEIPM dizem-me que depois de amanhã a chefe de gabinete emitirá um novo desmentido confirmando em parte o desmentido do PM (o que está prestes a sair) mas acrescentando que se limitou a obedecer a directivas de um adjunto do PM, pensando que este (cuja identidade não posso, para já, revelar), ao dizer-lhe para escrever o "desmentido da sesta" estava a transmitir uma indicação directa do PM.

Este adjunto, por sua vez - e ainda, mais uma vez, de acordo com o que me transmitem as minhas FQECSEOAOEIPM - já está a preparar um desmentido ao desmentido do desmentido do desmentindo (ou será ao desmentido do desmentido do desmentido do desmentido do desmentido, sei lá, façam as contas, eu já perdi o pé) esclarecendo que quem defendia o desmentido (o original) fora o motorista de Santana pensando, por isso, que isso representaria um desejo expresso do PM. O motorista, pelo seu lado, disse-me: "Estou nas tintas para essa merda. O que sei é que aquilo foi golo, a bola entrou. É sempre a mesma porra!"

Segundo as minhas FQECSEOAOEIPM, que já conhecem o PM "de gingeira" (expressão das fontes) o objectivo de Santana é tornar impossível a escrita nos jornais de qualquer piada sobre a alegada sesta porque isso implicará, necessariamente, acrescentar-lhe um "background" aí de uns 5000 caracteres a contar a história dos sucessivos desmentidos e isso torna tudo impraticável. É isto e nada mais.

PS - Agora a sério (risos). Eu até sei a história da sesta. O jornalista autor da notícia do "Expresso" falava com a sua fonte e perguntou-lhe:

- Então e onde é que ele esteve entre o debate no Parlamento e a Moda Lisboa?

- Foi a uma festa...

- Ah sim? Ok, obrigadinha, até à próxima...

- Ok, abraços...

Estão a ver? Ele (o jornalista) percebeu mal. Devia ter escrito "foi a uma festa" em vez de "dormiu uma sesta". Se o tivesse feito teria recebido apenas da chefe de gabinete do PM um "esclarecimento" dizendo isto: "Confirmo que o PM foi a uma festa a seguir ao debate no Parlamento. Acrescento, para evitar extrapolações erróneas, que foi a uma festa de aniversário de um dos filhos num restaurante do Jardim Zoológico. Com os melhores cumprimentos,
Ana Costa Almeida"
|| JPH, 14:59 || link || (0) comments |

domingo, outubro 17

Serviço público - eleições regionais

Os sites onde se pode acompanhar o escrutínio nos Açores e na Madeira estão aqui (Açores) e aqui (Madeira). Não têm nada que agradecer.
|| JPH, 21:19 || link || (0) comments |

Santanismo: um post com quatro dias de atraso!

No debate mensal, no Parlamento, que acompanhei por interposta televisão, anotei uma gaffe de Pedro Santana Lopes que, parece, passou despercebida ao «grande público» e à blogosfera.

Estava Santana Lopes a cumprimentar o novo líder do PS, José Sócrates, quando, no seu improviso, atirou umas palavras simpáticas ao adversário: simpatia, cordialidade... e urbanismo. Exactamente. Urbanismo. Quereria Santana Lopes dizer urbanidade?

Seguem-se as duas definições, com a ajuda do Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora. Escolha a resposta que mais lhe agrada.

urbanismo influência dos grandes centros populacionais sobre os habitantes nas aldeias; urbanização; conjunto das questões relativas à estética e à ordenação das cidades.

urbanidade qualidade de urbano; cortesia; boa educação; civilidade; delicadeza; polidez.

Isto foi na quinta-feira, dia do debate mensal e da alegada sesta do primeiro-ministro!




|| Nuno Simas, 20:10 || link || (0) comments |

Há um mundo maravilhoso...

à nossa espera no site do Parlamento. Se formos aos Diários da Assembleia electrónicos então é o extâse. Pesquise-se, por exemplo, por "texto livre" nos diários do Estado Novo usando "Álvaro Cunhal". Encontra-se, em Junho de 1959, um extraordinário discurso do sr. deputado André Navarro demonstrando o conhecimento pormenorizado do regime sobre o funcionamento do PCP. A não perder.

PS - Também procurei, no mesmo período, por "Mário Soares". O resultado foi hilariante: saíram-me inúmeras referências ao sr.deputado Pedro "Mário Soares" Martinez...
|| JPH, 19:20 || link || (0) comments |

Prognóstico ...

...futebolístico, claro, o que é que havia de ser?, e é assim: suspeito que mais logo teremos a certeza de que tudo ficará na mesma.
|| JPH, 18:33 || link || (0) comments |

Fraldas

Eu, que nem sou dado a cabalas, não posso no entanto deixar de achar muito estranho (muito estranho mesmo...) que o Governo só tenha decidido baixar o IVA das fraldas numa altura em que elas estão prestes a deixar de ser usadas lá em casa. Chateiam-me estas "coincidências"...
|| JPH, 18:01 || link || (0) comments |

4-1

Estão contentinhos, os meninos?
|| JPH, 16:03 || link

sexta-feira, outubro 15

A "censura" e a TVI

Acho engraçada a gritaria que vem de dentro da TVI sobre a censura governamental a Marcelo. Acho giro. Divertem-me sucessivas declarações (de Paes do Amaral, de Moniz, de Manuela Moura Guedes, etc, etc) jurando a pés juntos a "independência" política da estação.

Tem graça porque se há estação onde a informação política foi sempre uma espécie de lince da Malcata essa estação é a TVI. "Critérios editorais", claro. Nessa medida, Marcelo apenas servia de areia para os olhos. Mantinha as audiência (até as subia) e resolvia problemas de consciência.

Agora, com Marcelo fora, a TVI podia, se quisesse, para compensar, dar gás à informação política - tem lá gente muito capaz disso. Não o irá fazer, evidentemente. "Critérios editoriais", claro.
|| JPH, 20:07 || link || (0) comments |

Notícia do dia (II)

O meu amigo Adolfo diz-me - entre alguns insultos, como de afirmar que moro na "margem errada" do Tejo - que a notícia do dia não é nem a história do Valentim Loureiro ("O Independente") nem a do parentesco Castelo Branco-António Costa ("Sábado"). É, isso sim, o anunciado fim do canal Arte na TV Cabo. É chato, sim senhor. Mas continuo na minha: a notícia do dia é da "Sábado". Eu sou do povo. O Adolfo não.
|| JPH, 19:42 || link || (0) comments |

Notícia do dia

O Rui acha que a notícia do dia está n'O Independente (Valentim Loureiro prometeu empreitada do Metro do Porto ao empresário Joaquim Camilo em troca de um milhão de euros). Pois eu acho que está na "Sábado" (José Castelo Branco e o eurodeputado socialista António Costa são primos). Eu sou do povo. O Rui não.
|| JPH, 17:08 || link || (1) comments |

Eis o politicamente correcto...

...no seu mínimo esplendor - sendo que o politicamente correcto pode ter, neste caso, um outro nome: oportunismo puro e simples.

Pela pena de Paulo Pinto Mascarenhas (PPM) - blogueiro cuja existência se faz exclusivamente em função do Bloco de Esquerda (e não é o único) - escreveu-se que uma frase de Francisco Louçã, ontem, no debate no Parlamento (em que disse que a situação na Madeira é tal que "nem no Uganda") representa uma forma de "racismo subliminar". E isto para elogiar um post aqui onde se considera que a expressão de Louçã foi uma "óbvia atitude descriminatória" que atinge "directamente África".

O disparate em limites? Não, claro. Vivemos num país livre, segundo se diz (e eu ainda acredito). Mas a praga do politicamente correcto é exactamente isso mesmo: uma praga - e, pior do que tudo, uma praga populista e balofamente moralizante. Uma praga - repito - movida pelo mais puro e simples oportunismo.

O oportunismo tem, evidentemente, muitas explicações. No caso de PPM sou condescendente: não tinha mais nada para dizer e inventou esta. Um caso de terapia ocupacional. Antes isso.
|| JPH, 15:32 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 14

Eis o santanismo...

...na sua formulação mais transparente, pela pena, hoje, no DN, de José Raúl dos Santos, orgulhoso membro fundador da seita que hoje governa o "PPD-PSD" e (oh, vida a nossa!) o país. Passo a citar:

"Vivemos um tempo que posso comparar à espuma da cerveja. Quem gosta de a beber fica agradado quando a dita escorre pelos bordos do copo. Quando desaparece, corremos o risco de ficarmos com uma bebida choca."

Muito haveria a dizer. Mas não vale a pena. Sob o manto diáfano das metáforas esconde-se a nudez crua dos seus autores. Eça é que eça.
|| JPH, 14:30 || link || (0) comments |

Falar de futebol

Sucedem-se a grande velocidade os telefonemas para o fórum da SIC-Notícias, esta manhã (“Opinião pública”, é o nome do programa). Tema: futebol. Pretexto: o Portugal- 7-Rússia 1 de ontem à noite.

É sempre assim. De futebol toda a gente fala. De futebol toda a gente pode falar. De futebol ninguém tem medo de falar. Quando uma pessoa não sabe falar de mais nada – fala de futebol. E, infelizmente, quando uma pessoa é proibida de falar sobre o que lhe interessa, só lhe sobra o futebol.

O futebol é a válvula de escape. Da ignorância – e da censura.
|| JPH, 11:35 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 13

Jornalistas na blogosfera - chegou o RCP!

Se calhar já repararam; se calhar não. Mas enfim, o que interessa é sublinhar que, de há uns meses para cá, se iniciou uma nova vaga de adesões jornalísticas à blogosfera. Depois do David & friends, do Paulo Baldaia (que não gosta de actualizar o blogue), do Nuno Saraiva e do Martim Silva, agora é a vez do meu grande amigo e maior compadre ainda (ou vice-versa), Rui Costa Pinto (cujo blogue tem um título que só me merece um comentário: enfim...).

Eles são todos boa gente, são todos bons jornalistas, são todos meus amigos e com eles aqui sinto-me melhor. Seja bem vindo, meu caro érrecêpê!
|| JPH, 15:23 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 12

Quem demite quem

"O Governo saberá, a cada momento, como é natural, fazer a avaliação dessa estabilidade [institucional], que, estou certo, será sempre preservada", disse ontem o PM na sua "comunicação ao país".

E pronto, de uma penada temos o PM a virar o regime constitucional do avesso. Agora é ele quem faz a "avaliação" do Presidente da República e não o contrário. Não tarda nada teremos o "PPD-PSD" a propor uma revisão constitucional que consagre ao Governo o direito de demitir o Presidente - dissolvê-lo mesmo, porque não?

Por mim suspeito que, indirectamente, isso acabará mesmo por acontecer, se entretanto o PR se mantiver tão colaborante como até agora. Por este caminho o Presidente arrisca-se mesmo a ser demitido (popularmente, e não pelo Governo) de ter o lugar na História que gostaria de ter. É lá com ele? Não, não só. É connosco. Infelizmente é connosco. Nesta embrulhada toda somos nós o mexilhão.
|| JPH, 11:42 || link || (0) comments |

segunda-feira, outubro 11

Já não há respeito!

Li no site da BBC que andam a gozar com o senhor Jorge Dabliu. Uma senhora pintora «despiu» o senhor e pôs o quadro num museu de Washington. Parece que a direcção do museu não gostou. Ora bolas! Espreitem aqui para ver se não é hilariante!
|| Nuno Simas, 19:37 || link || (0) comments |

Ao cuidado do dr. Gomes da Silva

Ando com esta dúvida há alguns dias. E gostaria de partilhá-la com os meus amáveis leitores... em especial aqueles que, de S. Bento, clickam no Glória Fácil.

Quando alguma estação de TV puser «no ar» comentadores políticos com posições desalinhadas do mainstream, de centro-esquerda ou aparentado ou mesmo de extrema-esquerda, não deveria ser obrigada a colocar um bola vermelha (ou azul...) no canto superior direito do ecrã?

|| Nuno Simas, 17:33 || link || (0) comments |

Isto sim, é censura

Começa a irritar-me fortemente esta história toda do Marcelo e do Santana e do Gomes da Silva e da Media Capital e do Presidente e essa coisada toda!

Para hoje, por volta das 21h00, Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro marcou uma "Comunicação ao País". E isto quer dizer, apenas, que só muito dificilmente terei oportunidade para ver - com a tranquilidade cerimoniosa que o momento exige - o início da nova série dos Sopranos (22h30, Canal 2).

Ora, isto sim é censura! Que me tirem o Marcelo, enfim, é chato (eu não perdia a parte dos livros, para onde irão agora?)...MAS AGORA OS SOPRANOS? TÁ TUDO MALUCO Ó QUÊ?!

Agora a sério: Ó senhor Presidente, o senhor não acha que a perturbação do visionamento confortável dos Sopranos induzida pela "comunicação ao país" do senhor PM lhe dá um motivo mais do que palpável para demitir o Governo?

Precisa do quê? Que o PM seja absolutamente incompetente? Que faça tudo ao contrário do que lhe prometeu para obter a sua indigitação para PM? Que seja o principal factor de instabilidade política no país? Que pressione empresas de comunicação social para que estas moderem os seus comentadores? Que faça disparar o défice?

Se estas coisas todas são tão subjectivas, porque não invocar algo terrivelmente concreto como esta história dos Sopranos?
|| JPH, 16:20 || link || (0) comments |

Eu e o Sporting (e o futebol em geral)

O David explicou-me, de uma forma aliás absolutamente perversa, porque ainda vai ver os jogos do seu Sporting: "O fim de um regime, mesmo que deposto por métodos que não partilho, deve ser observado de perto."

Quer dizer, o rapazola só lá vai para ver o circo a arder. Acho graça e percebo o gozo mas, conhecendo o David, isto não deixa de me surpreender. Pensava-o mais pacato, não lhe conhecia aquele lado Nero.

Adiante. No mesmo 'post' recusa-me o direito de escrever sobre o Sporting porque os "estatutos não oficiais" do clube determinam que "os benfiquistas não são autorizados a falar sobre o clube mais sério do país".

Isto é o que me interessa. Ando há uma vida a explicar que o facto de gostar de futebol não implica ser de um clube. É verdade: não sou de clube nenhum. E gosto de futebol (mas não do campeonato nacional que é muito mal jogado). Acho isto perfeitamente racional. Por uma razão simples: nunca ninguém me conseguiu explicar com argumentos racionais porque é adepto do clube A, B ou C - as explicações radicam sempre em variantes pouco elaboradas do muito básico "porque sim".

Isto é simples: se não há racionalidade na escolha de um clube então não escolho. Mas, estranhamente, quem é tido por irracional (ou melhor: maluquinho de todo) sou eu que fugi à irracionalidade de escolher um clube. Como se supera esta insanável contradição?

PS - E já agora, caro David, deixo-te outra pergunta: tu não achas que o Presidente Sampaio poderia demitir o Governo alegando o "irregular funcionamento" dessa grande "instituição" que é o teu clube? Parece-te que isso pode estar em ponderação?
|| JPH, 14:18 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 8

Mau tempo tempo no canal... ou talvez não

Devagar, devagarinho... o meu vizinho do lado foi deixando a sombra em que se acobertou durante semanas. Agora já não é segredo.

Suspeito de uma inspiração açoriana no nome do blogue... ou talvez não. Ele que vocifera contra os surrealistas... surrealizou o nome. Quem quiser saber como é, clique no link e já agora leia as postas que (ainda!) não são muitas.
Escreve postas pequenas como convém - é rápido no gatilho e no teclado - e certeiro no tiro! Tem verbo pesado, mas ele é mesmo assim.

Assina MS(ilva), mas toda a gente sabe que é o meu vizinho do lado.
Welcome to the club, Martin!

|| Nuno Simas, 16:45 || link || (0) comments |

quinta-feira, outubro 7

Fontes absolutamente fidedignas...

...desmentem que o líder da CGTP pondere adoptar nas negociações com Bagão Félix os mesmos métodos de reivindicação salarial usados por militares revoltosos na Guiné-Bissau. Isto apesar de fortes pressões nesse sentido.
|| JPH, 17:09 || link || (0) comments |

E a «liberdade de expressão»? (IV)

Lisboa, 06 Out (Lusa) - O primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, rejeitou hoje [ontem] qualquer sugestão de que o PSD ou o Governo tenham tentado silenciar Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando que sempre defendeu "o pluralismo e a liberdade".

O primeiro-ministro, então, sempre defendeu "o pluralismo e a liberdade". Mesmo quando foi convidado/comentador político numa estação televisiva e não tinha outro contraditório que não fosse o das perguntas do jornalista quando perorava [perorar, um verbo tão ao gosto do ministro Gomes da Silva...] vinte minutos ou meia hora num telejornal?

Para quem anda com falta de memória, recorde-se apenas esse facto: Santana Lopes teve um espaço de comentário - há pouco mais de um ano, não vai lá muito tempo... - na SIC, se bem me lembro, às quintas feiras. Espaço que usava (legitimamente, Viva a Liberdade, Viva!) para apreciar as medidas do Governo do seu partido, o PSD, à altura chefiado por Durão Barroso. E vários foram os recados que me lembro ter «mandado», à hora do jantar, por interposta televisão... Sobre as presidenciais, por exemplo, um dossier que tanto o interessava antes de substituir Durão em São Bento.

Ora, nessa altura, não me lembro de ter ouvido o dr. Santana Lopes a reclamar nem «o contraditório» nem o pluralismo de opiniões.

Ontem disse Santana Lopes: «Gosto da liberdade, sempre defendi a liberdade e já muitas vezes defendi posições diferentes das da direcção do meu partido.»
Como Marcelo, portanto.
|| Nuno Simas, 16:26 || link || (0) comments |

quarta-feira, outubro 6

Ó qu'isto chegou!

E pronto. Agora, com o afastamento de Carlos Carvalhas, temos que o líder partidário mais antigo passará a ser...Paulo Portas.
|| JPH, 01:08 || link || (0) comments |

terça-feira, outubro 5

E a «liberdade de expressão»? (III)

Comentário 1: O JMF acha que o dr. Rui Gomes da Silva até tem razão. Mas esse é outro debate - o da «distorção da opinião político-mediática em Portugal, principalmente na tv, que é o que conta pelo impacto que exerce na opinião pública.»
Certo, mas esse facto não altera outra questão de fundo: a liberdade de expressão do prof. Marcelo.

Comentário 2: No Abrupto, Pacheco Pereira vai mais longe e sugere a demissão do ministro Gomes da Silva. Um radical, este dr. Pacheco!
|| Nuno Simas, 14:01 || link || (0) comments |

segunda-feira, outubro 4

E a «liberdade de expressão»? (II)

Podem ler outra vez. Já fiz uma actualização.

Marcelo Rebelo de Sousa é um homem livre, mas alinhado politicamente. Foi líder do PSD. Foi ministro de um Governo PSD. Toda a gente o sabe.

Os seus comentários dominicais na TVI - há quem lhes chame homilias... - são exercícios de liberdade de alguém que - toda a gente o sabe - é militante de um partido. E que não gosta por Pedro Santana Lopes. Azar! Toda a gente sabe isso e quem vê e ouve a análise do professor não vai ao engano... E - é preciso dizê-lo com frontalidade - é preciso, algumas vezes, dar o desconto do «cartão laranja» do professor.
As análises são muitas vezes certeiras! Outras, nem por isso e Marcelo não resiste à «traquinice», a comentar os «factóides» políticos. Diz-se, até, que ele foi o inventor dos factos políticos em Portugal quando estava no Expresso, não é?
É hoje assim com Santana Lopes, como foi no passado com António Guterres. Ou Cavaco Silva. Lembram-se das análises na TSF? Com os mesmos vícios e as mesmas virtudes.
Quanto a comentários isentos, estamos falados!

Agora, surgiu um ministro, o dr. Rui Gomes da Silva, dos Assuntos Parlamentares (visado no comentário do último domingo), que se queixa de «falsidades» e «mentiras» ditas por Marcelo e de o professor não ter contraditório. Que nem a oposição conseguem «destilar» tanto ódio ao primeiro-ministro!
Ora bolas, então não há liberdade de expressão em Portugal?

No fundo, o dr. Gomes da Silva está a dar oportunidade de ouro ao prof. Rebelo de Sousa engordar ainda mais, no próximo domingo, as suas audiências. O professor agradece e todos imaginamos o calibre do «chumbo» que vai cair em cima do dr. Gomes da Silva. O prof. Marcelo e a TVI agradecem...
|| Nuno Simas, 21:51 || link || (0) comments |

E a «liberdade de expressão»?

Pronto. Esta é uma notícia extra-or-di-ná-ria. Quase que apetece transcrever a notícia da Lusa sem mais comentários. Mas não.
O comentário segue dentro de instantes.

Governo: Gomes da Silva quer intervenção da alta autoridade contra Marcelo

Lisboa, 04 Out (Lusa) - O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje estranhar o silêncio da Alta Autoridade para a Comunicação Social em relação aos comentários de "ódio" feitos pelo ex- presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa aos domingos na TVI.
Em declarações à agência Lusa, momentos antes de participar na cerimónia de posse da concelhia do PSD/Viseu, Rui Gomes da Silva disse sentir-se "revoltado com as mentiras" e com as "falsidades" que são proferidas todos os domingos "por um comentador que tem um problema" com o primeiro-ministro", Pedro Santana Lopes.
"Em toda a Europa, trata-se de um caso único. Não há em país algum uma pessoa a perorar 45 minutos sobre política sem ser sujeita ao contraditório e apenas a defender os seus interesses pessoais", justificou o membro do Governo.
No seu último comentário na TVI, no domingo, Marcelo Rebelo de Sousa criticou a tolerância de ponto de hoje concedida pelo Governo de Pedro Santana Lopes, dizendo que essa decisão "é pior do que o pior" do ex-primeiro-ministro António Guterres.
Rui Gomes da Silva referiu que, em 2002, a Alta Autoridade para a Comunicação Social emitiu pareceres críticos sobre os debates semanais de domingo na RTP, entre os actuais primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, e secretário-geral do PS, José Sócrates, alegando a não participação de outras forças políticas na discussão.
"Agora, que não há rigorosamente qualquer contraditório (com Marcelo Rebelo de Sousa na TVI), estranho que a Alta Autoridade para a Comunicação Social esteja em silêncio", declarou o ministro dos Assuntos Parlamentares.
Segundo o membro do Governo, "nem o PS, o PCP e o Bloco de Esquerda juntos conseguem destilar tanto ódio ao primeiro-ministro e ao Governo como esse comentador (Marcelo Rebelo de Sousa), que, sob a capa de comentário político, transmite sistematicamente um conjunto de mentiras com desfaçatez e sem qualquer vergonha".
"Nesses comentários, não temos uma análise independente à realidade política nacional, mas apenas espírito de ódio e de ataque pessoal", características próprias de quem se revela "inadaptado" pelo facto de ver Pedro Santana Lopes no cargo de primeiro-ministro, acusou ainda o membro do Governo.

|| Nuno Simas, 21:35 || link || (0) comments |

Socranetes

Parece-me de uma grande maldade dizer-se que a militante média socialista não tem perfil físico para ser uma socranete mas sim duas socranetes.
|| JPH, 19:20 || link || (0) comments |

Sporting

Alguns dos meus melhores amigos (o David, por exemplo) irão hoje à noite ver o Sporting. Lagartos fanáticos, claro. Estou cada vez mais espantado. A interrogação é sempre a mesma: Masoquismo por masoquismo, vocês não preferem uma coisa mais discreta, mais à meia-luz, com menos gente a ver?
|| JPH, 17:17 || link || (0) comments |

Teleponto

Dizem-me que o novo aparelho de teleponto do PS despertou grande fascínio em reportagens televisivas exclusivamente dedicadas ao "assunto". Assim se revela, em todo o seu pequeno esplendor, algum provincianismo mediático nacional. Um provincianismo que se alimenta (e alimenta) do provincianismo geral do país.
|| JPH, 16:37 || link || (0) comments |

Quinta das Anormalidades

A sério.
A sério que não vale a pena insistir...
Nem pensar...
Não, por mais que me peçam não vou ceder...
Esqueçam...
Não, não vou escrever nem uma linha sobre a Quinta das Anormalidades! !
|| Nuno Simas, 16:23 || link || (0) comments |

domingo, outubro 3

Vá lá, vá lá

O congresso do PS acabou e, afinal, nem Narciso Miranda nem Manuel Seabra ficam nas listas da Comissão Nacional de José Sócrates. Foram levados pela «ventania» das notícias e pelo decoro político que, afinal, ainda parece existir. Em doses reduzidas, é certo!

Consta até que Sócrates, himself, ficou aliviado. Desculpado? Não. Sócrates podia era ter dito logo, à partida, que não queria a companhia desses dois senhores na listinha e tinha resolvido o problema... de raiz.
|| Nuno Simas, 15:06 || link || (0) comments |

"Decision 2004" - As eleições que me interessam

Depois de dois dias a frequentar os melhores restaurantes da bela cidade de Guimarães, já me decidi: voto bucho.
|| JPH, 11:32 || link || (0) comments |

sexta-feira, outubro 1

Péssimo sinal em Guimarães...

... é a inclusão, segundo a SIC-Notícias, de Narciso Miranda e Manuel Seabra [esses mesmo, os que foram «inquiridos» por causa dos incidentes da lota de Matosinhos, em Junho, no dia em que morreu Sousa Franco], nas listas do novo secretário-geral José Sócrates ao congresso do PS.

Como diriam os espanhóis: No pasa nada!
Pelo menos para Narciso e Seabra, não se passou nada.
|| Nuno Simas, 22:09 || link || (0) comments |