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quinta-feira, outubro 7

E a «liberdade de expressão»? (IV)

Lisboa, 06 Out (Lusa) - O primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, rejeitou hoje [ontem] qualquer sugestão de que o PSD ou o Governo tenham tentado silenciar Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando que sempre defendeu "o pluralismo e a liberdade".

O primeiro-ministro, então, sempre defendeu "o pluralismo e a liberdade". Mesmo quando foi convidado/comentador político numa estação televisiva e não tinha outro contraditório que não fosse o das perguntas do jornalista quando perorava [perorar, um verbo tão ao gosto do ministro Gomes da Silva...] vinte minutos ou meia hora num telejornal?

Para quem anda com falta de memória, recorde-se apenas esse facto: Santana Lopes teve um espaço de comentário - há pouco mais de um ano, não vai lá muito tempo... - na SIC, se bem me lembro, às quintas feiras. Espaço que usava (legitimamente, Viva a Liberdade, Viva!) para apreciar as medidas do Governo do seu partido, o PSD, à altura chefiado por Durão Barroso. E vários foram os recados que me lembro ter «mandado», à hora do jantar, por interposta televisão... Sobre as presidenciais, por exemplo, um dossier que tanto o interessava antes de substituir Durão em São Bento.

Ora, nessa altura, não me lembro de ter ouvido o dr. Santana Lopes a reclamar nem «o contraditório» nem o pluralismo de opiniões.

Ontem disse Santana Lopes: «Gosto da liberdade, sempre defendi a liberdade e já muitas vezes defendi posições diferentes das da direcção do meu partido.»
Como Marcelo, portanto.
|| Nuno Simas, 16:26

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