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segunda-feira, dezembro 15

"The Literal Left" (II)

Background desta conversa: Inspirado num artigo de Christopher Hitchens na Slate, Nuno Mota Pinto escreveu , num post intitulado “Literal Left”, que "a maior" das "falácias" dos opositores da intervenção no Iraque "é a interpretação literal que fazem e fizeram dos argumentos dos defensores da guerra". Eles "agarram-se estática e desesperadamente à letra de algumas declarações" e esquecem tudo o resto: "A libertação de um povo oprimido, a possibilidade de criação de um verdadeiro Estado de Direito, a redução da ameaça que o final dos comércios e contactos encobertos entre Saddam, a Coreia do Norte e Bin Laden", etc.

Respondi sublinhando que “nas democracias” o “valor da palavra é um dado absolutamente central na relação dos cidadãos com o poder”. E acrescentei: “Os argumentos usados pelos políticos devem ser escrutinados à letra. Se não querem que isso aconteça não os usem - inventem outros. Agora não me venham dizer que afinal o que foi dito não era para ser levado à letra.” Conclusão: a invasão do Iraque “assentou numa mentira” porque foi feita invocando a existência de armas de destruição massiva que, afinal, não se encontram.

Na sexta-feira passada, num post intitulado “Um mata, a outra esfola”, NMP contra-argumenta que “não está em desacordo” com a ideia, por mim defendida, de que “as palavras dos políticos devem ser escrutinadas à letra”. Depois acrescenta: “Mas escrutinar é também interpretar, perceber as limitações das informações que lhes serviram de base”, podendo essas informações, resultado de vicissitudes várias “estar erradas”. E recapitula a história - o melhor é ler o post, que é longo.

Posto isto, prometo resposta.
|| JPH, 16:32

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