É sempre a mesma coisa: um homem diz que foi à tropa e aparecem logo não-sei-quantos a dizer o mesmo, e começam a contar histórias. Já vi isto dezenas de vezes - mas não me queixo, note-se. E tem sempre a sua graça ver as caras de enjoados dos outros ao lado. Para mim aquilo foi um banho de realidade. Foi lá que me comecei a aperceber do país em que vivo - o país todo, de Vila Real de Santo António a Lagoaça. Eis dois mails que recebemos sobre o assunto:
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Então e eu: voluntário aos 17 anos, recruta na BA3 (Tancos), curso de Controlador Aéreo na BA2 (Ota) e voluntário para a BA4 (Lajes) durante a I Guerra do Golfo, 4 anitos de peluda a dar sangue pela pátria (mas sem me ressentir muito da hemorragia).
Alex"
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Também eu tive de ir à tropa. Também eu me diverti, o que pude, apesar de detestar aquela porcaria. Fora 15 meses, entre 89 e 90; nada das mariquices dos 4 meses, que não chegam a estragar nem um bocado da vida de um gajo. Quatro meses de recruta e 11 no Funchal, ao serviço do Centro de Gestão Financeira. Por mim, acabava-se já o SMO e profissionalizava-se a instituição, a ver se passavamos a ter militares mais cultos em vez dos chamados "chicos" de conveniência."
CC
Só duas notinhas
1. A defesa do SMO não é incompatível com a defesa de um sistema de voluntariado competente, para evitar, precisamente, os tais "chicos de conveniência". Com a situação actual de nem carne nem peixe é que não me parece que se vá a algum lado.
2. Não me vou dar ao trabalho de traduzir expressões como "peluda" e "chicos". São coisas cá entre
brothers in arms.
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