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segunda-feira, julho 26

Um post pós-fim-de-semana I

A política não foi a banhos. De todo. Seguem-se uma breves notas sobre o fim-de-semana, depois de ler jornais e ver noticiários na TV.

Santana Lopes. Esteve em silêncio durante o fim-de-semana, o que é benéfico, depois das trapalhadas em que se meteu na formação do Governo que, afinal, é maior do que prometeu; com a promessa de baixar o IRS - até parecia que estava em campanha eleitoral. Mas antes, na sexta-feira, anunciou que vai «deslocalizar» secretarias de Estado para várias cidades do País. O PSD, partido que não quis a regionalização e a fez encapotadamente através da «regionalização tranquila» de Miguel Relvas, tem agora uma iniciativa politicamente irrelevante. Os senhores secretários de Estado vão ter umas salinhas em várias cidades! De que vale isso? É simbólico, respondem do Governo. Vivam os simbolismos! E não custa dinheiro, dizem. A ver vamos.

Manuel Alegre. O deputado, poeta, fundador do PS teve um assomo de sinceridade. Desconcertante. Ao lançar-se na corrida à liderança do PS, diz que garantidamente é candidato a secretário-geral. E lança um tabu sobre será, ou não, candidato a primeiro-ministro. Se ganhasse as eleições, é óbvio que seria. Mas será que Alegre quer ganhar? É claro que o deputado-poeta, e os seus apoiantes, têm de dizer em público que sim. Como o próprio o fez. Mas, no fundo, no fundo, querem apenas marcar terreno, à esquerda, pela esquerda, pela esquerda ideológica. Numa luta partidária que tem como potencial vitorioso José Sócrates, o herdeiro de Guterres, o homem da «Terceira Via» que a esquerda do PS tolerou enquanto teve poder. É assim: o poder é um grande cimento.

|| Nuno Simas, 16:53

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