Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quarta-feira, setembro 1

«Torpedos contra pílulas» (i)

Andei a remoer esta posta... mas pronto, não resisti. É mais forte do que eu.
Lá vai! Com uma especial dedicatória ao dr. Portas, o ministro-da-Defesa-líder-do-CDS/PP-defensor-mor-da-hipocrisia-nacional.

Hipocrisia. Ainda bem que o barco da organização Women on Waves (WOW) está em Portugal. Porque deu um abanão a esta naçãozinha que vive na sua suave hipocrisia nacional, fazendo de conta que não vê o problema do aborto.
O PS, por culpa do católico Guterres, anda de má consciência desde aquela derrota no referendo de 1998 e lá vai tentando falar no assunto de vez em quando; sem grande convicção.
O PSD, que não quer ser de direita, sabendo que o partido está dividido nesta questão, poderia até estar aberto a discutir o assunto e encontrar soluções, mas está amarrado; amarado, no Governo, a um partido de direita, chefiado pelo dr. Portas, que tem de responder ao seu nicho de mercado, com posições «duras», passadas a papel químico da Igreja. Além disso, o novo líder, Santana Lopes, está muito mais à direita de José Manuel Barroso e, no íntimo, mais próximo do seu amigo Paulo.
O PCP e o Bloco, mês sim mês não, voltam ao assunto. São coerentes: sempre defenderam a despenalização, a descriminalização do aborto.
Entretanto, milhares de mulheres portuguesas continuam a atravessar a fronteira para ir fazer abortos a Espanha. Ó dr. Portas: qual é a diferença entre ir a Espanha fazer um aborto ou apanhar um barco até às 14 milhas para o fazer a bordo do barco da WOW, em águas internacionais? Uma pista: a resposta não está em qualquer tratado internacional marítimo.
|| Nuno Simas, 13:18

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