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quinta-feira, julho 21

Sobre os elogios fúnebres a Campos e Cunha

Sim, porque há um programa de Governo (sabiam?). O qual, aliás, até foi (estupidamente) criticado por ser um "copy paste" do programa eleitoral que o PS apresentou na campanha.

Portanto, segundo julgo, é este o programa que guia a acção do Governo. Ou não? É para cumprir. Por todos os senhores ministros, penso. Até porque ninguém os obrigou a serem ministros, portanto ninguém os obrigou a integrar um Governo que tinha um programa com o qual não concordavam.

E o programa, meus caros, compromete-se com o TGV e com a Ota. E com a tal ideia do investimento público como "alavanca importante" do crescimento. Está lá, clarinho, preto no branco. Isso foi a votos, em Fevereiro. Certas ou erradas (o que não comento, porque não sei) estas ideias foram sufragadas. E deram-lhes maioria absoluta (lembram-se?). Pois foi. Factos são factos.

Sendo assim - e é assim - escapam-me totalmente ao entendimento os elogios desmesurados das últimas horas ao prof. Campos e Cunha (como os do meu querido amigo David Dinis). Porque, se repararem bem, o senhor não estava a querer aplicar o tal do programa de Governo. Já o tinha feito, aliás, com o aumento do IVA. E queria continuar a fazê-lo (com a Ota e o TGV). Era-lhe (pelos vistos) indiferente o facto de esse programa ter sido sufragado pelo povinho.

Enfim: os elogios, parece-me, partem sobretudo de quem acharia natural que o eng. Sócrates governasse com outro programa que não o seu. Por outras palavras: de quem ainda não engoliu bem o que aconteceu nas últimas eleições legislativas. Recordo aqui as imortais palavras de António Vitorino: habituem-se!
|| JPH, 13:43

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