Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quinta-feira, janeiro 26

das eleições presidenciais...

... só me apetece falar dos derrotados. do vencedor (quer se goste ou não...) é um homem que nasceu boliqueime, governou portugal durante dez anos, faz umas caras esquisitas quando não gosta das perguntas que lhe fazem e o que há a dizer é que o povo é soberano (apesar das tais seis décimas do poeta alegre!) e que vamos ter este senhor em belém até 2016 (pela "ordem" natural das coisas e das eleições) e que não vale a pena a esquerda vir agora chorar que "ah e tal, mais uma semana e ganhávamos isto..." porque para isso tinha de ter preparado as presidenciais há mais tempo com uma candidatura mais forte, que não foi o caso da de mário soares - sem dúvida a mais importante figura da política portuguesa nos últimos 50 anos - que provou que não basta ser o pai da democracia para meter a democracia no bolso e achar que ganha todas as eleições (nem que seja à segunda volta...com 22 ou 23 por cento à primeira volta) e devia ter percebido que a história não se repete a não ser como farsa e que já não era possível recuperar dos 8 por cento das sondagens como em 1985... não, os portugueses têm o maior respeito por si (como eu!) mas a maioria acha que o seu tempo passou. por mais graça que achem ao seu estilo mordaz de campanha e os seus dichotes contra cavaco. afinal, os portugueses ou grande parte deles (mais exactamente 2.746.689, segundo o stape) preferiram aquele senhor de boliqueime e menos de metade preferiram o voto na poesia do dr. alegre que pouco mais lhes deu do que algumas frases feitas, um vago perfume anti-sistema, anti-partidos (tão em moda...) que inebriou mais de um milhão de almas (mais exactamente 1.125.077, segundo o stape) como se manuel alegre representasse algo de novo na política e não pertencesse a um partido, o da rosa com um "p" e um"esse", o mesmo do dr. soares e do engº sócrates. mas não, o que mais me impressionou na campanha foi o candidato do pêcê: jerónimo de sousa. o ortodoxo (que é!) deixou o fato de jerónimo-ortodoxo na sede da soeiro e fez uma volta a portugal com o fato de bon vivant e très charmant para desestabilizar corações e dinamitar o pêcê daquela imagem departido fechado; foi o jerónimo-homem, que chora ao ouvir o seu nome gritado por crianças e que não esconde o sorriso ou abraço nas arruadas, que mostrou a família, a mulher, a ganhar ao partido fechado que vive aquela ilusão do"colectivo"; jerónimo foi o homem que ganhou votos. o partido é o mesmo do austero cunhal, que continua a achar que a urss foi uma grande perda, como disse domingos abrantes em 2004. o líder é que tem um estilo diferente. além de operário, que foi, mostrou-se como homem, que é. cuidado, jerónimo, ainda vão achar, lá no colectivo da sede da soeiro, que é humano demais...
post scriptum: francisco louçã levou um banho de humildade à força (e menos de 290 mil votos...) e vai ter de maturar a ideia de que não há milagres e nem é com uma varinha de condão que se ratam as canelas do pêcê.
|| Nuno Simas, 01:31

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