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quinta-feira, abril 13

Um país inteiro em tolerância de ponto

Se dúvidas tivesse de que nada iria acontecer aos senhores deputados que faltaram às votações na quarta-feira, dissiparam-se depois de ouvir Vitalino Canas, porta-voz do PS.

«Se essas justificações se enquadrarem no que está previsto na lei maturalmente é uma ausência justificada. Se não se enquadrar no que está previsto na lei já disse o presidente da Assembleia da República, e muito bem, que será aplicada a sanção», concluiu.

Como a palavra do deputado "faz fé" na justificação das faltas e lhes basta responder "trabaho político" para a falta ser justificada, a não ser que os deputados sejam acometidos por um acesso de sinceridade - "faltei porque o voo para o Funchal era às 18:00" ou "tinha um jantar de amigos lá em casa" -, nada lhes irá acontecer. Por muito que Jaime Gama prometa fazer aplicar o regimento.

Enfim, o país está em tolerância. Só não está quem não pode.

Desculpem a insistência nos poeminhas do Millôr Fernandes.
(Retirado do livro Pif-Paf, Ed. O Independente, 2004)

Poeminha de homenagem à preguiça universal
Que nada é impossível
não é verdade;
todo o mundo faz nada
com facilidade.
|| Nuno Simas, 19:12

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