Tem toda a razão quem diz que há algo de peregrinação a Fátima na "Marcha pelo Emprego" que o Bloco está a fazer. A ideia de estoicismo em nome de um ideal (ou crença ou fé, como queiram), o suposto ascetismo da coisa (rejeição do luxo moderno, regresso ao primitivismo pré invenção da roda), a atitude grupal, o acto como prova de fogo da militância. Tudo isto está inscrito na dita "marcha". É interessante ver como o Bloco tenta capitalizar a seu favor o que de pior ficou do Portugal salazarista.