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domingo, novembro 5

papagaio, mas tanto?

caro leonardo ralha (http://papagaiomorto.blogspot.com/2006/11/who-you-gonna-call-gendarmes.html), a fernanda câncio não se congratula -- como aliás mesmo quem ler o seu texto perceberá, por mais que distorça o que escrevi -- nem muda de doutrina sobre uma matéria em que é tão simples manter a mesma (basta defender que se respeite a lei existente, que é o que tenho feito no caso).

se não consegue distinguir as diferenças entre uma situação em que há vidas e integridades físicas em sério risco, sejam as dos polícias ou as de não polícias (como quando se deita fogo a um autocarro com gente lá dentro ou a um carro da polícia com os polícias lá dentro), e uma situação em que está em causa apenas uma desobediência a uma ordem de parar ou o furto de um carro, paciência. aliás, não está, como se tem visto, só nessa matéria -- com as consequências que se conhecem.

como é evidente para quem ler o meu texto (no dn de sexta, contra os canhões, parte não disponível on line) a que faz referência e tão mal 'traduz', trata-se de sublinhar a diferença que as orientações políticas da tutela fazem na actuação das polícias: o ministro do interior francês, sarkosy, obviamente terá instado as polícias a não reagir com violência mesmo quando -- e houve, tudo leva a crer, casos desses -- se justificasse, considerando que isso poderia dar origem a mais uma guerra civil das cités, enquanto em portugal antónio costa assume uma posição no mínimo pouco clara em relação aos para mim evidentes desmandos que as polícias têm protagonizado quer na acção quer no discurso (de que é exemplo o dos comandantes da gnr, que defendem que não há abuso da arma na corporação, ponto final).

mas, e porque sou apologista do princípio da precaução, descontarei a sua distorção do que escrevi como fruto desse infeliz problema de percepção, desejando-lhe as melhoras -- com as quais, a existirem, poderei então sinceramente congratular-me.
|| f., 21:26

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