no novo filme de christopher nolan, the prestige (o 3º passo), sarah pede ao marido que lhe diga que a ama. de cada vez que ele o diz, ela sabe se é verdade. às vezes, diz, é; às vezes não.
a flutuação parece normal -- mas a dada altura deixa de ser suportável.
o final do filme traz uma justificação 'plausível' para tal inconstância. um erro: às vezes é verdade, às vezes não. todos os corações são prestidigitadores. o amor está, deixa de estar, reaparece. ninguém sabe porquê, muito menos quem ama. e às vezes, como os pássaros e as pombas que no filme desaparecem com as gaiolas, no acto de desaparecer morre.