Glória Fácil...

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sábado, junho 21

Bloco Central


Na última edição da Quadratura do Círculo, José Pacheco Pereira respondeu à notícia do DN sobre o Bloco Central despejando insultos. Se o historiador, intelectual e militante do PSD visse agora a sua prestação nesse programa iria reparar, certamente, que não fez mais do que usar o essencial da linguagem de Luís Filipe Menezes quando este lhe respondia. Não é por ter um embrulho intelectual que Pacheco merece ser analisado de forma diferente do que foi o anterior presidente do PSD. O conteúdo foi, nessa resposta, o mesmo - e isso é que conta, o conteúdo. Até de "ressabiados" falou, para caracterizar a oposição interna. Mais uma vez temos a emoção a dominar quem toma conta do poder no PSD - o que é um péssimo sinal.
Porque se não fosse a emoção, se fosse a razão a dominar, uma vez para variar, então JPP e aqueles que acompanham Ferreira Leite teriam talvez conseguido perceber, em trinta segundos, porque razão aquela notícia fez tanto caminho.
(E a verdade é esta: quanto ao PSD, não se fala doutra coisa desde quarta-feira e o resto são lérias, por mais que muitos jornalistas-comentadores tentem fazer a Manuela Ferreira Leite o favor de lhe iludir essa realidade).
A razão pela qual o fantasma do Bloco Central pegou de estaca é muito simples: por um lado, parece cada vez mais provável que Sócrates não consiga nas legislativas uma nova maioria absoluta; por outro - e isto é que conta - até agora ninguém percebeu verdadeiramente o que diferencia este PSD do PS de Sócrates, muito pelo contrário, só percebemos aquilo em que são iguais (a Europa, o discurso face aos impostos, etc).
Admito que até às legislativas a situação mude. Mas só mudará se a nova direcção do PSD perceber que tem aqui um problema. Respondendo com insultos e com fanfarronadas do género "eu não falo nas entrelinhas, só falo nas linhas", como ontem Ferreira Leite fez na abertura do congresso, não chega lá.
Será preciso fazer um boneco para que entendam esta evidência?
|| JPH, 14:01

2 Comments:

Quando se entra no limiar do poder, se não houver um pouco de verniz psicossomático, d´a nisto!!!

Até o fleumático JPP perde a tramontana! E eu, que às vezes até lhe tiro o meu (bem amachucado, reconheço) chapéu!?

É caso para dizer: pobre chapéu!!!
Blogger rouxinol de Bernardim, at 6:55 PM  
JPP tem dois pesos e duas medidas, clamorosa evidência da sua arrogância, que não poucas vezes roça a desonestidade intelectual (não obstante ser uma pessoa extremamente inteligente). Um exemplo do que digo pode ser lido aqui: http://thecatscats.blogspot.com/2005/07/pssima-moral-de-jos-pacheco-pereirana.html
Blogger Carlos Azevedo, at 9:23 PM  

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