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segunda-feira, junho 16

Referendo irlandês

Será que algum referendo europeu consegue resistir à conjuntura política interna de um país?
Seja ele a Irlanda ou qualquer outro...
|| Nuno Simas, 13:05

3 Comments:

consegue... resistir?
consegue... escapar?
- falta aí uma palavrinha, mas dá para tirar pelo sentido...

O que me incomoda é que se pede mais Democracia, mas quando se faz um referendo entra-se em jogos populistas e de capelinhas que são a própria perversão da Democracia.

Contudo, qualquer referendo europeu conseguirá escapar a essa perversão: basta que esteja muito claro que a opção é ficar dentro da Europa ou ficar fora da Europa.
(excepto para os alemães e os franceses, que dirão "l'Europe c'est moi"...)
Ou então, aquele em que só se deixa votar as pessoas que provarem saber o que é que está a ser votado.
Um exame de cruz, sim, cujas perguntas e respostas serão previamente divulgadas pelos meios de comunicação social.
Para evitar a demogogia, para obrigar a verdadeira informação e verdadeiro debate.
Blogger Helena, at 3:00 PM  
Tks, Helena
Blogger nuno simas, at 5:48 PM  
Parece que o redondo e sonoro NÃ0 da Irlanda teve pouco a ver com a conjuntura interna.
Segundo Pedro Magalhães, num excelente artigo no Público de dia 17, "o Fianna Fail, o maior partido de governo, encontra-se em crescendo de popularidade nas sondagens, e não em declínio. Segundo, nas mesmas sondagens, a razão mais invocada pelos eleitores do "não" foi, de longe, o facto de "não saberem no que estavam a votar", e não qualquer outra razão estranha ao que estava em jogo no referendo. Finalmente, um estudo aprofundado sobre os dois referendos de Nice, realizado por John Garry, Michael Marsh e Richard Sinnott e publicado na European Union Politics em 2005, mostrava já que, no comportamento eleitoral dos irlandeses, as considerações sobre o governo do dia pesaram sempre menos do que as reais atitudes dos eleitores em relação ao alargamento, à neutralidade militar irlandesa ou ao processo de integração em si mesmo. Por outras palavras, os referendos na Irlanda estão muito mais próximos de serem um real processo de deliberação sobre a Europa e os tratados (mesmo que reagindo ao desconhecimento sobre o que lhes é pedido que decidam) do que um mero plebiscito sobre o governo ou sobre a situação económica. Não há razões para supor que este último tenha sido diferente."
Blogger Matilde, at 12:06 PM  

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