Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quarta-feira, outubro 29

O capitalismo, esse velho inimigo...


Eu, que pensava já ter feito o meu “desvio” de direita, dou por mim a concordar com a esquerda radical, ou talvez não.
Foi o caso depois de ler a intervenção do economista Carlos Carvalhas, ex-líder do PCP.
Foi há uma semana numa daquelas organizações do PCP em Lisboa sobre a crise do capitalismo.
Às vezes, a melhor crítica vem dos "inimigos"!

«A Crise do Capitalismo – as causas e a resposta necessária»
Carlos Carvalhas

As crises põem muitas vezes a nu conceitos e modelos que nos eram apresentados como exemplos e verdades intangíveis.A actual crise, dita financeira, veio também mostrar com mais nitidez um conjunto de mitos, entre os quais os do «Consenso de Washington», elevados à categoria de «ciência económica».Muitos dos conceitos que têm sido impingidos nas universidades e à opinião pública são pura ideologia. E a ideologia dominante é a da classe dominante.
Sem qualquer preocupação de ordem e arrumação, atente-se nos diversos modelos económicos de países que já nos foram apresentados como exemplos.Numa certa época foram os tigres asiáticos, e volta meia volta lá vinha um sapiente a propor que Portugal se tornasse na Singapura da Europa!
Mais recentemente foi o caso da Irlanda. Diversos políticos visitaram este país, tiveram conversações com dirigentes e depois apresentaram os receituários à Pátria lusa. Lembram-se de Paulo Portas?

Pois bem, a Irlanda foi o primeiro país europeu em entrar em recessão, o que nos mostra que, só por si, a formação profissional e o aumento das qualificações de um povo – questão de enorme importância, não se nega – não são suficientes.

A Irlanda serviu de placa giratória ao investimento estrangeiro, americano e inglês, que foi o mais atingido pela crise, o que põe em evidência a importância decisiva de um forte e dinâmico sector empresarial do Estado. O caso português nesta crise mostrou também a importância de uma Caixa Geral de Depósitos nas mãos do Estado, como factor estabilizador do sector financeiro, e a importância que teria no seu combate uma posição decisiva do Estado em empresas estratégicas, como a Galp ou a EDP.
(...)
|| Nuno Simas, 00:05

0 Comments:

Add a comment