Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

quinta-feira, julho 31

Auto-retrato

"Em matéria de liberdade política e de aposta democrática, prouvera que houvesse muitas angolas em África..."
|| JPH, 04:25 || link || (11) comments |

sexta-feira, julho 25

Amanhã, no Expresso...

... é publicada uma crítica ao meu livro, Portugal Classificado, no caderno Actual. Tem a assinatura de João Mesquita.
|| Nuno Simas, 23:42 || link || (1) comments |

quarta-feira, julho 23

Einstein on the beach... não. Einstein on Lisboa!

Einstein tinha um diário de viagens. Nele registou as impressões de um dia passado em Lisboa, a 11 de Março de 1925.
"Dá uma impressão maltrapilha, mas simpática. A vida parece transcorrer confortável, bonacheirona, sem pressa ou mesmo objectivo ou consciência. Por toda a parte temos consciência da cultura antiga. Graciosa. Vendedora de peixes fotografada com uma bandeja de peixe na cabeça, gesto orgulhoso, maroto."
A ASAE já acabou, acho, com as peixeiras do Cais do Sodré, mas a frase é tão ternurenta… E Lisboa, à parte das peixeiras, continua assim. O O’Neill diria o mesmo de Portugal!
|| Nuno Simas, 12:06 || link || (3) comments |

domingo, julho 20

Dias sem posts (iii)

... ou então estamos todos a precisar de férias...
|| Nuno Simas, 00:17 || link || (1) comments |

Dias sem posts (ii)

... o que me leva a interrogar o joão e a ana sobre as razões da vida de um blog?...
|| Nuno Simas, 00:15 || link || (1) comments |

Dias sem posts

Uns dias sem tempo, outros tantos dias sem posts.
|| Nuno Simas, 00:14 || link || (3) comments |

sexta-feira, julho 11

Acabou o French Kissin

O Fernandes fechou o "blog" French Kissin, sucessor do Terras do Nunca, que ele encerrou há uns tempos, quando mudou de vida.
É uma pena, pá, ó Fernandes.
Apesar de não escreveres sobre aquilo que sempre escreveste, ia lá ler os teus "posts" e larachas.
Mas uma coisa má pode ter coisas boas: agora temos que falar mais... pelo telefone, por exemplo.
Quando almoçamos, afinal?
|| Nuno Simas, 14:16 || link || (1) comments |

quinta-feira, julho 10

O estadinho da Nação e... do défice...


A questão é pertinente e, pasme-se, é posta por Vital Moreira no Causa Nossa.
"Tendo em conta que algumas medidas governamentais recentes se traduzem no aumento da despesa pública (por exemplo, aumento dos abonos de família) e da "despesa fiscal" (por exemplo, diminuição do IRC para camionistas e taxistas), será que não fica posto em risco a meta do défice orçamental para este ano, fixado em 2,2%?"
|| Nuno Simas, 14:21 || link || (5) comments |

O estado da Naçãozinha!


|| Nuno Simas, 11:56 || link || (0) comments |

quarta-feira, julho 9

O que as mulheres devem ao sr. Carlos Marcos*

O que as mulheres devem a Karl Marx
Escrito por Revista «O Militante»
01-Jul-2008


"(…) Marx nunca se ocupou da questão das mulheres «enquanto tal» e «em si». Contudo, a sua contribuição é insubstituível, é inteiramente essencial na luta que as mulheres conduzem para conquistar os seus direitos.
Com a concepção materialista da história, Marx não nos forneceu fórmulas acabadas sobre a questão feminina, ele deu-nos uma coisa melhor: um método justo, seguro, para a estudar e compreender. Só a concepção materialista da história nos permitiu situar, com clareza, a luta das mulheres no fluxo do desenvolvimento histórico geral, de aí ver a justificação e os limites históricos à luz das relações sociais gerais, de reconhecer as forças que a animam e a conduzem, os objectivos que persegue, as condições nas quais os problemas levantados podem encontrar solução.

A velha ideia segundo a qual a posição da mulher na família e na sociedade era qualquer coisa de eterno e de imutável, produto de leis morais ou de prescrições divinas, afundou-se para sempre. Tornou-se evidente que, tal como as outras instituições e modos de existência da sociedade, a família estava submetida a um devir contínuo e a uma morte contínua e que, como aquelas, se transformava com as relações económicas e os sistemas de propriedade que lhe estavam na sua base. Ora, é o desenvolvimento das forças económicas produtivas que é o motor desta metamorfose, no sentido que transforma o modo de produção pelo facto de entrar em contradição com a ordem económica e o sistema de propriedade. "

Para saciar toda a sua curiosidade, ler aqui

* Durante a ditadura, com Salazar e Caetano, esse dois democratas, havia quem, nos jornais, escrevesse Carlos Marcos em vez de Karl Marx para iludir a censura. Como também havia tontos com "lápis azul", até resultou algumas vezes.
|| Nuno Simas, 19:03 || link || (1) comments |

terça-feira, julho 8

OOOoooooppsss!



E alguém se rala com isso ou será já a "silly season"?

Dom Duarte relança "monarquias abertas"

Dom Duarte Pio de Bragança vai voltar amanhã ao terreno, desta vez no Fundão, para debater o tema "Crise alimentar nos centros urbanos". O Chefe da Casa Real Portuguesa participa e encerra uma jornada de reflexão sobre os efeitos da crise na alimentação nas cidades e o desenvolvimento do mundo rural, organizada pelo Instituto da Democracia Portuguesa em parceria com a Associação de Beneficiários da Cova da Beira e com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, liderada por Manuel Frexes, eleito pelo PSD, presidente dos Autarcas Sociais-Democratas (ASD) e conhecido "santanista".
Esta não é a primeira vez que Dom Duarte se lança numa iniciativa que muitos consideram uma "marcação à linha" às chamadas "presidências abertas" que o Chefe do Estado normalmente empreende - com Cavaco Silva chamam-se "roteiros". No Alentejo, e com a Saúde como tema principal, o assunto foi alvo de debate aceso, inclusivamente entre monárquicos, na imprensa e na blogosfera nacional. (
Retirado do DN)

1. Aqui para nós que ninguém nos lê, se os monárquicos não se envolvessem num "debate aceso" é que era de estranhar... E o que dizer do entusiasmo da "blogosfera nacional", onde, como se sabe, os monárquicos andam aos encontrões a sonhar retomar o poder através do Blogger...

2. Ah, é verdade. Um pormenor sem importância: a Monarquia em Portugal NÃO EXISTE. O regime é republicano!

|| Nuno Simas, 14:38 || link || (3) comments |

A maioria "Calimero"

Vitalino Canas, porta-voz do PS, veio hoje, aos microfones da TSF, queixar-se de injustiça da SEDES por causa do documento anual da associação sobre o estado do país.
Injustiça por dizer que o Governo está a tomar decisões e propor medidas a pensar nas eleições de 2009. Em quê? "A ênfase nos investimentos públicos", "a cedência à agitação social", "as recentes baixas de impostos" e a "declaração do fim da crise orçamental".
Injustiça?
O PS transformou-se numa maioria "Calimero"?!
|| Nuno Simas, 11:55 || link || (4) comments |

segunda-feira, julho 7

E enquanto isso...

... o PCP dá uma ajuda, afinados pelo mesmo diapasão da análise custo-benefício das grandes obras, como as barragens. Do Público de hoje:

PCP pergunta quantos empregos geram as barragens

O PCP quer saber com rigor as contas que o Governo faz sobre os postos de trabalho que resultarão da construção de dez novas barragens até 2015 e se os projectos cumprem as regras impostas pela União Europeia sobre impacto ambiental. As questões foram directamente colocadas ao ministro do Ambiente, Nunes Correia, através de uma pergunta entregue na Assembleia da República e subscrita pelos deputados Honório Novo e Miguel Silva. Lembrando que o Plano Nacional de Barragens (PNB) comporta um investimento de dois mil milhões de euros, os deputados comunistas consideram que importa avaliar "os impactos permanentes na criação de emprego" e não apenas os postos de trabalho que forçosamente serão criados durante a sua construção. Assim, solicitam "o fornecimento desagregado das estimativas geradas por cada um dos aproveitamentos [hidroeléctricos], após a respectiva entrada em funcionamento".
(sem link)
|| Nuno Simas, 12:38 || link || (1) comments |

Constatação... (ii)

O que disse Cavaco?
"Determinados pequenos investimentos têm uma rentabilidade muito mais elevada do que grandes investimentos".
"O país vive uma situação difícil, mas não podemos baixar os braços. O importante é que todos tenhamos a consciência que Portugal não conseguirá voltar a aproximar-se do nível de desenvolvimento médio da União Europeia e ultrapassar as actuais dificuldades se não aumentar a produção de bens e serviços transaccionáveis".
“Não só não temos crescimento económico, como o nosso endividamento para com o exterior pode atingir situações insustentáveis".


O que disse Manuela Ferreira Leite?
"Aquilo que me está a preocupar é que vejo um volume astronómico de investimento público para o qual todos sabemos que não há dinheiro. O País não tem dinheiro para isto".
"Eu direi que não tem dinheiro para nada porque o País está de tal forma endividado que não acredito que esteja ali um bocadinho de dinheiro específico para isto".
|| Nuno Simas, 12:33 || link || (0) comments |

Constatação…

… a coincidência entre o discurso do novo PSD de Manuela Ferreira Leite sobre obras públicas e as notícias sobre o “entendimento” de Cavaco Silva sobre… obras públicas!!!!
|| Nuno Simas, 12:15 || link || (1) comments |

Aproximamo-nos da silly season...*




* e uma private joke.
|| Nuno Simas, 11:41 || link || (5) comments |

quinta-feira, julho 3

As entrevistas

1. Sócrates voltou a dizer, ontem à noite, na RTP-1, que baixar os impostos "é uma aventura". Minutos depois anunciava que ia aumentar as deduções no IRS e baixar o IMI. Ora isto é baixar os impostos. Não nos tente fazer de parvos. Está a baixar os impostos, de facto. Ou seja: a abandonar as políticas de contenção orçamental. Chegou a campanha eleitoral.


2. As medidas têm mérito? Sei lá. Só conhecendo os pormenores (que Sócrates recusou revelar). O conceito de pobreza de Sócrates não é bem pobreza - é indigência. Ele acha que quem ganha mais de 1000 euros/mês já está por cima da carne seca. Não está. Nem, na maior parte das vezes, com 1500 euros/mês. Dentro de dias anunciará que estas medidas vão custar menos ao erário público do que se pensa. É natural: irão abranger minorias. Parecem medidas para exclusivo consumo mediático. Mas admito, claro, poder estar enganado. Uma coisa é certa: são medidas de risco. Quem criar expectativas sentirá o embuste. E irá penalizá-lo. Podem ser muitos ou podem ser poucos. A ver vamos.


4. Manuela Ferreira Leite enfiou-se num beco sem saída. Diz: "Não temos dinheiro para nada". E ao mesmo tempo "exige" os estudos custo-benefício do pacote das obras públicas (aeroporto, tgv, auto-estradas, barragens). Então se "não temos dinheiro para nada" para quê os estudos? Lamento informar: não bate a bota com a perdigota.

5. A entrevista da TVI foi bem conduzida. A da RTP não. José Alberto Carvalho mostrou nalguns momentos uma confrangedora ignorância (no dossier das barragens, por exemplo). Para a próxima deixem Judite de Sousa tratar sozinha do assunto. A não ser que não queiram, claro.
|| JPH, 04:21 || link || (10) comments |