Glória Fácil...

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

segunda-feira, junho 23

Quatro notas

1. Há algo que os estrategas de Manuela Ferreira Leite parecem não perceber. E que é isto: os eleitores, quando votam, votam olhando essencialmente para a frente, para o futuro. Evidentemente, o passado conta. Mas o que conta mesmo é o futuro. Portanto, de pouco serve a MFL pensar que lhes basta o (alegado) prestígio que conquistou na governação (e que é altamente duvidoso, diga-se) para isso, por si só, ser suficiente na construção de uma solução alternativa de poder.

2. É pura treta aquela ideia de que não se ganham eleições, perdem-se eleições (e vence-se no vazio, por fracasso alheio). As legislativas de 2002 e as legislativas de 2005 foram disso exemplo. Em 2002 Durão Barroso, face à desistência do PS (Guterres demitiu-se), podia ter ganho por muitos. Mas não. Como foi incompetente, não soube capitalizar o estado calamitoso do PS e ganhou por escassos dois pontos percentuais. O resto da história desse Governo é a que se conhece. Já em 2005, o PS de Sócrates poderia ter sido burro e não conseguido explorar até ao tutano as fragilidades do PSD de Santana. Mas soube fazê-lo. E assim, em vez de ganhar pela margem mínima, como o PSD em 2002, ganhou pela margem máxima, com maioria absoluta. Moral da história: pode-se ganhar bem ou pode-se ganhar mal.

3. MFL aposta, aparentemente, na gestão do silêncio. Falará pouco. Convém dizer que nada há de mais cobarde na política do que a gestão do silêncio. Estar calado é fácil - basta estar calado. E é tão fácil como anti-democrático: não se expõem ideias, não se é sujeito a escrutínio, ninguém pode dizer se concorda ou discorda, porque ninguém sabe do que substantivamente discordar ou concordar. A gestão do silêncio parte do princípio de que o país não passa de uma manada de ignorantes que só vive de imagens e de "carisma". O país pode ser inculto; mas não é burro. Quem analisar os resultados eleitorais desde 75 percebe grandes lições de sabedoria.

4. O poder dos políticos é o poder da palavra. A dicotomia palavra "versus" acção não existe, é pura falácia. A palavra é a acção. Um político fala e isso torna-se acção. Se um político quer fazer uma auto-estrada, não tem que pegar num bulldozer e ir desbravar terreno. Tem de decidir: "Faz-se." E, abaixo dele, a administração tratará de transformar a palavra em acção. O silêncio é o a inacção, a paralisia.
|| JPH, 00:34 || link || (10) comments |

sábado, junho 21

Sorte grande

Foi o que saiu a Pedro Passos Coelho. Por uma questão de mercearia, perdeu o apoio do menezismo. A distrital do Porto fez, segundo julgo, uma lista autónoma ao Conselho Nacional. Nada melhor para Passos Coelho do que livrar-se da tralha menezista. Quando chegasse o momento de negociar as listas de deputados, os lugares do menezismo seriam também um problema de Passos Coelho. Agora deixaram de ser. Rui Rio e Marco António que se entendam. Vai ter graça.

PS. E, entretanto, nova boa notícia para Passos Coelho (e para Ferreira Leite). O santanismo também rachou: Luís Montenegro encabeça uma lista e Pedro Pinto outra. Tá divertido aquilo, lá por Guimarães.
|| JPH, 23:20 || link || (3) comments |

Haverá frases mais imbecis?

"Não temos que procurar grandes diferenças em relação ao PS"

"A principal diferença é metermos todos na cabeça de que o PSD é o partido mais importante do pós-25 Abril."

Rui Rio, no congresso do PSD.

Isto faz temer o pior. Aparentemente, o presidente da câmara do Porto está à espera que o PSD ganhe em 2009 apenas por aquilo que foi ("o partido mais importante do pós-25 Abril"). Ainda ninguém lhe explicou que isso não interessa nada. As pessoas votam olhando para a frente. E olhar para a frente é deixar claro porque razão se há-de votar no PSD e não no PS. Isso só acontece expondo diferenças. Não têm que ser grandes nem pequenas. Têm de ser perceptíveis, inteligíveis, claras.

Rui Rio olha para este problema das diferenças entre o PS e o PSD com o pior da arrogância cavaquista (que já nem o próprio Cavaco inspira): é autista, está convencido de que o povo vai votar PSD apenas "porque sim" e acha que chega aparentar toneladas de "gravitas" e de "sentido de Estado".

O cavaquismo tem qualidades e defeitos. Ferreira Leite e Rui Rio exibem todos os seus defeitos e nenhuma das qualidades. Oxalá me engane. A sério.
|| JPH, 19:40 || link || (0) comments |

Bloco Central


Na última edição da Quadratura do Círculo, José Pacheco Pereira respondeu à notícia do DN sobre o Bloco Central despejando insultos. Se o historiador, intelectual e militante do PSD visse agora a sua prestação nesse programa iria reparar, certamente, que não fez mais do que usar o essencial da linguagem de Luís Filipe Menezes quando este lhe respondia. Não é por ter um embrulho intelectual que Pacheco merece ser analisado de forma diferente do que foi o anterior presidente do PSD. O conteúdo foi, nessa resposta, o mesmo - e isso é que conta, o conteúdo. Até de "ressabiados" falou, para caracterizar a oposição interna. Mais uma vez temos a emoção a dominar quem toma conta do poder no PSD - o que é um péssimo sinal.
Porque se não fosse a emoção, se fosse a razão a dominar, uma vez para variar, então JPP e aqueles que acompanham Ferreira Leite teriam talvez conseguido perceber, em trinta segundos, porque razão aquela notícia fez tanto caminho.
(E a verdade é esta: quanto ao PSD, não se fala doutra coisa desde quarta-feira e o resto são lérias, por mais que muitos jornalistas-comentadores tentem fazer a Manuela Ferreira Leite o favor de lhe iludir essa realidade).
A razão pela qual o fantasma do Bloco Central pegou de estaca é muito simples: por um lado, parece cada vez mais provável que Sócrates não consiga nas legislativas uma nova maioria absoluta; por outro - e isto é que conta - até agora ninguém percebeu verdadeiramente o que diferencia este PSD do PS de Sócrates, muito pelo contrário, só percebemos aquilo em que são iguais (a Europa, o discurso face aos impostos, etc).
Admito que até às legislativas a situação mude. Mas só mudará se a nova direcção do PSD perceber que tem aqui um problema. Respondendo com insultos e com fanfarronadas do género "eu não falo nas entrelinhas, só falo nas linhas", como ontem Ferreira Leite fez na abertura do congresso, não chega lá.
Será preciso fazer um boneco para que entendam esta evidência?
|| JPH, 14:01 || link || (2) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (vi)

São 22:50. Jerónimo acaba o discurso com vivas à democracia e ao Partido Comunista Português.
Agora, vão cantar-se três hinos: “A Internacional”, “Avante” e “A Portuguesa”.
Entre plateia, são poucos os que não sabem, de cor, “A Internacional” e “Avante”.
E há mesmo alguns militantes que não baixam o braço direito quando começam os acordes do hino nacional.
Um ritual.
|| Nuno Simas, 01:00 || link || (0) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (v)

As vaias foram para a UGT e para Manuela Ferreira Leite, líder eleita do PSD.
Em comícios ou em congressos, ovação garantida é para for à tribuna e falar na Palestina ou em Cuba de Fidel, por exemplo, ou, claro, ao líder histórico, Álvaro Cunhal.
Hoje nenhum deles foi falado.
|| Nuno Simas, 00:59 || link || (0) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (iv)

Os militantes do PCP ouviram quase uma hora de discurso de Jerónimo de Sousa no Fórum Lisboa.
Mas o entusiasmo só cresceu com a referência ao “não” da Irlanda ao tratado de Lisboa e a uma afirmação de fé no comunismo: “O capitalismo está em crise. Hoje está provado que o capitalismo não é solução para a Humanidade. Essa solução é o comunismo”.
|| Nuno Simas, 00:58 || link || (0) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (iii)

São 21:25, a sala está quase cheia. Serão cerca de 700 lugares sentados para o comício contra o aumento dos preços e o código do trabalho, com a frase “É preciso dizer basta!” estampada no cenário do palco.
De três em três cadeiras (mais coisa menos coisa) estão as bandeiras para quem chega agitar depois, embalado pelo discurso de Jerónimo.
|| Nuno Simas, 00:57 || link || (0) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (ii)

21:05 O número de “pochetes” “per capita” e por metro quadrado, à porta do Fórum Lisboa, é assinalável…
Cunhal usava uma, preta, com que se fez fotografar para uma entrevista ao Expresso.
|| Nuno Simas, 00:56 || link || (0) comments |

Post em diferido de uma noite vermelha (i)

São 21:00 e estão meia dúzia – literalmente – de militantes/apoiantes do PCP na sala do Fórum Lisboa.
Nas cadeiras repousam umas centenas de bandeiras vermelhas com a foice e o martelo e três letras “P” “C” “P” em amarelo sobre o rectângulo de pano.
O comício começa dentro de meia hora…
Das colunas, Sérgio Godinho debita canções revolucionárias.
“Que força é essa, amigo…”, canta ele.
Zeca Afonso também canta.
|| Nuno Simas, 00:55 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 19

Os Açores tremem


Eis o mapa dos sismos dos últimos dias, segundo o Centro Sismológico Euromediterrânico.
Dois aconteceram nos Açores, mais exactamente.
O mais recente foi (felizmente!) fraco, de magnitude três.

Magnitude ML 3.0
Region AZORES ISLANDS REGION
Date time 2008-06-18 at 19:57:18.0 UTC
Location 36.82 N ; 24.58 W
Depth 48 km
Distances
1206 km NW San cristóbal de la laguna (pop 139,928 ; local time 20:57 2008-06-18)141 km SE Ponta delgada (pop 20,056 ; local time 19:57 2008-06-18)125 km SE Vila franca do campo (pop 5,035 ; local time 19:57 2008-06-18).
Dois dias antes, a 17 de Junho, houve outro. Este:

Magnitude ML 3.1
AZORES ISLANDS REGION
Date time 2008-06-17 00:36:01.0 (UTC)
1252 km NW San cristóbal de la laguna (pop 139,928 ; local time 01:36 2008-06-17), 101 km SE Ponta delgada (pop 20,056 ; local time 00:36 2008-06-17), 80 km SE Vila franca do campo (pop 5,035 ; local time 00:36 2008-06-17).
Isto interessa muito? Talvez não, mas apeteceu-me...
|| Nuno Simas, 14:05 || link || (2) comments |

segunda-feira, junho 16

What about Mr. McCain? Disaster...


Mais um extracto da entrevista de Gore Vidal ao NYT:
Are you saying your novels have been critically neglected?
I don’t even read most reviews, unless there is a potential lawsuit on view. I’ve never had much attention paid by critics — nor has anybody else in the United States of America, as Mr. Obama likes to call it.
And what about Mr. McCain?
Disaster. Who started this rumor that he was a war hero? Where does that come from, aside from himself? About his suffering in the prison war camp?
|| Nuno Simas, 17:36 || link || (1) comments |

Referendo irlandês

Será que algum referendo europeu consegue resistir à conjuntura política interna de um país?
Seja ele a Irlanda ou qualquer outro...
|| Nuno Simas, 13:05 || link || (3) comments |

Uma entrevista de Gore Vidal com um "grand finale"

Gore Vidal deu uma entrevista ao New York Times.
Um acontecimento!
Mas o mais divertido de ler é mesmo a última resposta...
(...)
Well, it was a great pleasure talking to you.
I doubt that.
|| Nuno Simas, 12:48 || link || (0) comments |

Tratado de Lisboa (2)

Impressiona a falta de inteligência de pessoas como Vital Moreira.

Será totalmente burro ou apenas ligeiramente burro?

A certa altura escreveu: "O referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa mostra a insanidade política que é submeter a decisão popular um texto incompreensível para quase toda a gente."

Mas será que ele não entende que:

1. Um Tratado destes não pode ser "incomprensível"?

2. Que basta o texto ser "incompreensível" para ser chumbado?

Repito a pergunta: Vital Moreira será totalmente burro ou apenas ligeiramente burro?
|| JPH, 02:30 || link || (2) comments |

Tratado de lisboa

O que importa dizer sobre o chumbo irlandês ao Tratado é que nos estamos todos nas tintas. Safem-se. E não me aborreçam.
|| JPH, 02:25 || link || (0) comments |

quinta-feira, junho 12

Sócrates em dia "guterrista"...

Sócrates foi hoje à Assembleia e, com um acordo na mão na crise dos camionistas, calou a oposição.
O que já não acontecia há uns quantos debates - aliás, qualquer primeiro-ministro, seja ele Sócrates ou qualquer outro no futuro, deve encarar estes debates com preocupação.
Desta vez, José Sócrates "mostrou" o lado "guterrista", do diálogo.
Será uma nova estratégia a pensar em 2009 e na maioria? Absoluta?
|| Nuno Simas, 19:19 || link || (0) comments |

A fraude

Ninguém se espante com o desaparecimento de Manuela Ferreira Leite (MFL) no dia em que o país quase bloqueou. Foi assim e há-de ser sempre assim. José Pacheco Pereira já explicou tudo: a senhora não tem nada para dizer. Não quer dizer nada porque o "eleitor de 2009 não vai votar em grandes questões programáticas, nem em listas de medidas por muito atractivas que elas sejam, nem em grandes rupturas". Prepara-se apenas para vender sentimentos: "alguma solidez, alguma seriedade, alguma credibilidade no Governo".

Ora isto - vender apenas sentimentos ("credibilidade", "solidez", "seriedade", "confiança", "segurança" - tudo expressões retiradas do artigo de JPP) - é característico do mais puro dos populismos. Um populismo sofisticado, é certo, mas populismo à mesma. Joga-se exclusivamente nas emoções, e atira-se para depois a responsabilidade de aplicar um programa.

Pois. Um programa. Um programa não se arranja do pé para a mão. Sobretudo um programa sério. Dá trabalho, muito trabalho. E, aliás, até há vantagens em não ter um programa. Por exemplo: não se é escrutinável. Se um dia MFL ganhar as eleições legislativas, ficaremos todos sem saber, depois, se está a cumprir o seu programa ou não. Como será um programa preenchido de generalidades tudo será dito e tudo ficará por dizer. O "programa mínimo" de que falou JPP.

O que se prepara, a bem dizer, é uma fraude. Perfeitinha como um ovo. E, como um ovo, sem ponta por onde se lhe pegue.
|| JPH, 03:27 || link || (0) comments |

quarta-feira, junho 11

Previsão (pouco) arriscada... (ii)

Ora as minhas capacidades de previsão estão no máximo: lá está, o Governo cedeu aos camionistas. Sócrates está muito "guterrista"...
|| Nuno Simas, 20:10 || link || (0) comments |

AR: Amanhã, não acenda isqueiros nem fósforos em São Bento

O debate quinzenal amanhã, quinta-feira, prometia ser quentinho. À custa da gasolina sem chumbo, do gasóleo...
Eis senão quando, o Governo escolhe os combustíveis para tema central do debate, que será "aberto" por José Sócrates.
Ou seja, o primeiro-ministro pode ir anunciar medidas, mas não se livra de mais um debate com cheiro a querosene, aquele que começa a faltar na Portela.
|| Nuno Simas, 16:30 || link || (0) comments |

Previsão (pouco) arriscada... e outros considerandos

... o Governo vai ceder aos camionistas.
Mesmo com a anestesia do Euro 2008, é-lhe insuportável um país a meio gás, com imagens de filas de carros à beira dos postos de gasolina... repetidas hora a hora na SIC-Notícias.
Para já não falar na usura destes acontecimentos na autoridade do Estado.
Era isso do que o Presidente Cavaco Silva falava no 10 de Junho?
|| Nuno Simas, 15:28 || link || (0) comments |

Belém com luzes de neon, já!



O blogue Ânimo do António Colaço, assessor de imprensa do PS no Parlamento, ressuscitou: agora circula na Internet, mas de outra forma - por imagem e por e-mail. A foto ao lado é exemplo disso. E que linda é a decoração da Torre de Belém, monumento associado à gesta portuguesa, celebrada no Dia da Raça, perdão, no DPCCP*.

"Vê-se e não se acredita", escreve o Colaço.

Sugestão: podiam pôr luzes neon!?

* DPCCP = Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

|| Nuno Simas, 15:20 || link || (10) comments |

Camionistas

1. Os habituais Rambos de sofá da blogosfera já exigem de tudo, face à paralisações dos camionistas: polícia, Exército, bastonada a torto e a direito, quem sabe uns canhões de água ou - porque não? - umas balitas de borracha. Claro. Da substância da crise não falam.

2. Os habituais Rambos de sofá da blogosfera não se importariam nada que os camionistas protestassem desde que isso não incomodasse ninguém. Pergunto eu: alguma greve conseguiu alguma coisa sem incomodar ninguém? Não é da natureza essencial de uma greve provocar o máximo dano possível ao máximo possível de pessoas? Queriam o quê? Beijinhos?

3. Leio no DN um número que impressiona: quase 50 por centro das transportadoras são pequeníssimas empresas com um ou dois camiões. Logo, as margens de lucro são apertadíssimas e todos os aumentos dos combustíveis produzem sério dano. E se experimentassem associar-se? Não era inteligente?

4. Os liberais da blogosfera gostam de defender descidas de impostos. Desde que sejam descidas dos seus impostos. Dos outros, nem pensar. Boa.
|| JPH, 14:47 || link || (3) comments |

segunda-feira, junho 9

Que saudades que eu tinha da minha escolinha


Isto de ter editado um livro tem destas coisas: assinar autógrafos na Feira do Livro e fazer compras inesperadas num domingo à tarde.
Uma delas foi o livro da primeira classe, pelo qual a minha geração ainda leu.
Até as preces a Jesus, de que me lembro vagamente.
Memória mais viva era o crucifico (a “cruzeta” com o “atleta”, como lhe chamou mais tarde um colega de carteira com influências malévolas que me conseguiu transmitir e que ainda não perdi!).
Voltarei ao assunto, a este revivalismo salazarengo…
A capa é, desde logo, todo um programa, que se devolve nas capas da 2.ª, 3ª e 4ª classes...
|| Nuno Simas, 02:22 || link || (1) comments |